Abertura do Ano Judicial: um enigmático aviso…
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"Falar na inexistência de direitos adquiridos num discurso unilateral ou unipolar, ainda por cima num país de rendimentos tão desiguais, pode ser a abertura da caixa de Pandora", salientou Noronha do Nascimento na cerimónia de abertura do ano judicial.
Noronha do Nascimento dirigindo-se ao Governo representado na sessão pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, vincou que defender que não há direitos adquiridos é "dizer que todos eles podem ser atingidos, diminuídos ou, no limite, eliminados".•
"Ou seja, é admitir o regresso ao tempo das ocupações, autogestões ou do confisco", acrescentou.
"Ou seja, é admitir o regresso ao tempo das ocupações, autogestões ou do confisco", acrescentou.
"Será que se está preparado para aceitar todas as sequelas lógico-jurídicas de quem pensa assim", questionou o presidente do Supremo (STJ), enfatizando que os direitos adquiridos são o "produto final de uma civilização avançada que se estruturou à volta da teoria do pacto social". link.
Graves conflitos institucionais à vista?
Comentários
Ora aqui está uma definição juridica e filosoficamente rigorosa de direitos adquiridos.
Compreende-se o desdém da direita trauliteira por este conceito: decorre do seu antigo ódio à política, ao Direito e à própria noção de contrato social. Mas sempre me incomodou encontrar o mesmo desdém em sectores da direita que se apresentam como moderados ou civilizados.