Telefonemas a partir da esplanada do Café Trianon

No dia 11 de julho, cerca das 10 horas, entrei no Café TRIANON, em Coimbra, onde conheço muitos dos clientes habituais.

Fui o primeiro a chegar de um grupo que ia participar numa sardinhada na Murtinheira a convite de um amigo comum, na tentativa de levar alguém que não quisesse levar carro.

Enquanto esperava, não pude deixar de ouvir telefonemas de um militante do PSD que é cliente habitual. Só ao segundo dei conta, verdadeiramente surpreendido, do entusiasmo com que comunicava com eventuais correligionários.

- Preciso de que assines a candidatura do Henrique Neto.
- (…)
- Não, não se trata de apoiar, era o que faltava.
- (…)
- O nome aparece só na lista dos proponentes que vai para o Tribunal Constitucional.
- (…)
- Eu depois explico-te. Tens de assinar. Abraço.

A princípio estava surpreendido com o apoio de pessoas do PSD a uma candidatura de um velho apoiante do PCP e, mais tarde, militante do PS, de que foi deputado. Apesar da rutura com o aparelho partidário, não pensava que o PSD o pudesse apoiar mas, em breve, me lembrei de que há a tática e a estratégia.

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