A direita e os militares da ONU

O PSD e o CDS apoiam a ida da força militar portuguesa, sob bandeira da ONU, na sua missão de um ano, para a República Centro-Africana (RCA), ‘mas´ dizem que os riscos são maiores do que os admitidos pelo Governo.

Nesta preocupação pelos militares, em missão de paz, há a profunda hipocrisia de quem espera dizer «eu bem avisei», tiveram bom mestre, para colherem os frutos eleitorais da comoção que a morte eventual de compatriotas sempre acarreta.

Os que hoje se preocupam com os perigos dos soldados da paz, são filhos dos que não se afligiram com os mortos e estropiados da guerra colonial, e são ainda os mesmos que apoiaram a agressão ao Iraque onde não foram militares, por se ter oposto o PR, Jorge Sampaio, Comandante Supremo das F.A., mas quiseram participar em um crime contra a Humanidade enviando a GNR.

Na agressão não tiveram preocupações, com os soldados da paz, encontram um ‘mas’.

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