O arcebispo de Barcelona e o aborto

O bispo de Barcelona, Joan Josep Omella, condenou o aborto “incluindo o que resulta de uma violação”, e comparou-o ao genocídio.

É desta têmpera que se fazem os talibãs, desta mentalidade que resultaram as fogueiras do Santo Ofício, deste clericalismo troglodita que nasce o anticlericalismo e o desprezo pelo magistério religioso.

O arcebispo de Barcelona cultiva o pensamento pio de que a violência sobre a mulher, a violação incluída, é uma ninharia comparada com a interrupção da gravidez por risco de vida da mãe, malformação do feto, violação ou qualquer outra razão legal. Há de julgar, na sua obtusa formação, que a masturbação é um genocídio e que a sexualidade só é legítima para a prossecução da espécie.

Há dignitários católicos fossilizados, incapazes de compreender os dramas humanos e de perceberem que um feto anencéfalo é incompatível com a vida e não pode, sequer, chegar a bispo.

A misoginia do pétreo celibatário impede-o de compreender a violência, humilhação e sofrimento da mulher vítima de violação.

Se a gravidez fosse masculina, o aborto, em vez de pecado, seria um sacramento.

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