Caleidoscópio

Depois do massacre do Papa que ameaçava continuar por vários dias, apareceu a vitória no campeonato nacional do mais popular clube nacional.

Quando estava em marcha um novo massacre mediático, valeu-nos o Salvador [Sobral] com a vitória merecida no festival da canção da Eurovisão.

Só faltavam as boas notícias sobre o desempenho da economia nacional para trazer um módico de salubridade ao espetro mediático, um inédito crescimento económico a que já não estávamos habituados, acompanhado, aliás, pela redução do risco de pobreza e a redução dos juros internacionais aos empréstimos do Estado.

Como nota de humor, o PSD, afastado do poder, por elementar medida de salubridade política, pela tenacidade de António Costa e mérito dos partidos que apoiam o Governo (PS+BE, PCP, PEV), veio reclamar para o governo PSD/CDS o mérito da ausência dos demónios que invocava.

Não há vitórias definitivas, mas sabe bem um período de otimismo e acalmia. E também não há desgraças eternas, como o comprovou a queda do governo PSD/CDS, apesar das patéticas ameaças de Cavaco Silva e das suas tentativas de subverter a Constituição para castigar o País com a manutenção dos seus diletos no poder.

Era justo que Teodora Cardoso, com inegáveis méritos de economista, viesse a público penitenciar-se do reiterado pessimismo das suas previsões, bem como os pessimistas do costume que fazem dos estados de alma uma ciência sempre que a esquerda governa.

Já não se espera de Cavaco Silva um mínimo arrependimento pelas dificuldades criadas a Portugal, quando era seu dever a isenção e a neutralidade, ao denunciar publicamente, às instâncias internacionais, o perigo da solução política em boa hora conseguida.

Mas da sua pequenez fala a aceitação do grau mais elevado da Ordem da Liberdade que, num gesto de humor negro, o seu sucessor lhe concedeu.

Comentários

e-pá! disse…
O crescimento da economia no 1º. trimestre de 2017 deu origem a uma cena caricata.
Passos Coelho, secundado por Maria Luís Albuquerque (na ausência do senhor que fugiu para o FMI), andou a dizer pelo País que o Governo PS não iria cumprir as metas orçamentais e as 'diktats' europeieus porque tinha passado a vida a reverter as medidas tomadas pelo último Governo. Até a vinda do 'diabo' foi anunciada...
Ora bem, algumas das medidas foram revertidas e o resultado foi bom. Ontem, a porta-voz do PSD apressou-se a afirmar que os resultados atingidos se deviam as 'medidas' de Passos Coelho.
Falta esclarecer se estão revertidas ou não.
E resta uma interrogação: Será que a reversão integral não seria seria óptima?
e-pá:

Os portugueses já acreditam menos no PSD do que na Senhora de Fátima.

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