Feliz 2026!
Feliz 2026! Bem-vinda a passagem de ano, data que exonera a santidade do dia que finda e do que chega, uma data profana, sem recriminações de excessos, onde, todos os que podem, a gozam sem remorso, como se a euforia do momento se perpetuasse. Não se assinala o número de viagens da Terra à volta do Sol, apenas se celebra o dia em que, no calendário gregoriano, inicia nova viagem, meridiano a meridiano, e mais uma volta no carrossel do planeta à volta da estrela que o alimenta. À meia-noite, tendo como referência, desde 1884, o Meridiano de Greenwich, quando a Inglaterra era imperial e definia os meridianos a partir do Observatório Real, empurram-se doze passas com capitosos néctares, sem tempo para o número equivalente de desejos que é mister formular em simultâneo, como se fosse possível comer, beber e pensar uma dúzia de coisas em um momento sem tempo, no intervalo entre as 24H00 do dia em que o ano finda e as 00H00 do que inicia o seguinte. Do momento, permanecerão sonhos e ...