Bloco de Esquerda – A eleição do novo coordenador

Os ataques pessoais e políticos a Mariana Mortágua são a última tentativa para eliminar o BE no espetro partidário português.

Não são os ataques à ideologia do partido, legítimos e naturais por quem não se revê na ideologia do BE, aliás, difusa, que se censuram, mas atacar Mariana pela solidariedade com o povo da Palestina, um ato de coragem que a honra a si e ao pai que lhe coube, o heroico Camilo Mortágua, e do qual este se orgulharia, é uma ignomínia.

Perante o silêncio, cumplicidade mesmo, com o genocídio de um povo, só a covardia e a hipocrisia juntas permitem censurar a generosidade dos portugueses que embarcaram na flotilha para Gaza onde Mariana era a figura mais mediática.

E a covardia atinge as raias da abjeção quando se mistura a tragédia de um povo mártir com a ideologia do grupo terrorista Hamas, que germinou no seu seio.

Parece não interessar a denúncia do fascismo islâmico, ideologia presente em todas as teocracias onde se implantou, muitas delas aliadas das democracias que se reclamam da «civilização cristã e ocidental». O silêncio serve, aliás, para legitimar o extermínio de um povo.

Dito isto, no render da guarda no Bloco de Esquerda, presto homenagem a Mariana Mortágua e desejo as maiores felicidades ao novo Coordenador José Manuel Pureza.


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