Mensagens

A escola, a laicidade e a fé

Dedicatória: A Malala, prémio Nobel da Paz, a quem a doçura do rosto juvenil esconde a afoiteza, e a ânsia do conhecimento se sobrepõe aos preconceitos da fé. «Abrir uma escola é fechar uma prisão». A frase, atribuída a vários pensadores, teve a calorosa defesa de Vítor Hugo, num discurso inflamado, na Assembleia Constituinte Francesa, em 1848. A instrução que seduziu Malala é o ódio de estimação dos talibãs, que a impedem, sobretudo às mulheres, o alvo dos terroristas que julgam o Paraíso ao alcance da ignorância e como prémio da discriminação de género. Abrir uma escola laica é uma impossibilidade nos pântanos onde germina o Islão, mas é a única forma de revezar madraças e rejeitar mesquitas, ainda que os trogloditas de Alá continuem a gritar que Deus é grande e Maomé o seu profeta. As democracias não são confessionais. Hoje, um jornalista escreveu que a Turquia é o único país islâmico democrático. Não há democracias muçulmanas, cristãs, judaicas ou hindus. As democracias adjet...

Boa tarde, camaradas

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 De (...), saúdo os camaradas que, faz hoje 47 anos, embarcaram no Vera Cruz, num doloroso afastamento da Pátria e das famílias, para amargarmos em Malapísia e no Catur a tragédia da guerra, injusta e inútil, a que a ditadura nos condenou. Foi no Cais de Alcântara, com as lágrimas e a raiva dos que ficaram e dos que partimos, que começaram a forjar-se os laços que tornariam os homens de Malapísia e do Catur a família que fomos e seremos enquanto a vida nos deixar. Hoje, estes almoços deixariam de ter sentido se os homens que integraram as duas Companhias do Bcaç. 1936 viessem a separar-se. Seria uma família desavinda num tempo em que tudo serve para desunir o que a história e os afetos ligaram. Não sucederá. Saúdo as famílias dos que se estão nesse almoço, dos que não puderam ir e, sobretudo, a dos que já não voltam. Agradeço a dedicação do Barros, do Torres e do Lopes que, ano após ano, tornam possível a repetição deste convívio anual. A minha falta é mínima para quem tem ...

A islamofobia, o medo justificado e alguns leitores

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A islamofobia, o medo justificado e alguns leitores Um leitor chamou-me islamobóbico, «não o sabia islamofóbico». Outros, por consideração, mais corteses, limitam-se a insinuá-lo. Não me preocupo com o apodo, mas temo pela agnosia de quem o usa. Alguns, indiferentes ao perigo que corre a civilização, babam-se de gozo por tudo o que seja contra os EUA, numa inconsciência que só uma postura simétrica com os islamitas pode consentir. O Afeganistão devia servir a uns e outros como exemplo pedagógico. Os talibãs serravam vivos os soldados da URSS e a comunicação social aceitava porque eram comunistas. Depois entraram os americanos e os soldados dos EUA também eram serrados vivos. O silêncio manteve-se porque eram imperialistas. Medraram os talibãs. Há quem pense que só há dois lados da barricada, o mundo que ruiu com a implosão da URSS e o império do mal que designa os EUA. É um maniqueísmo digno de Santo Agostinho e dos radicais que alimentam ódios do lado que já não exist...

A fé, a tirania e a violência

Quando o demente Abraão quis sacrificar o filho para fazer a vontade ao seu deus criou um axioma que perdura: os tiranos têm sempre quem lhes obedeça. Que outra forma há para explicar as casmurrices papais que encontram sempre câmaras de eco que ressoam urbi et orbi? Que justifica a existência de carrascos para darem cumprimento à sharia ? Quem criou os frades que rezavam alegremente enquanto as bruxas e os hereges eram grelhados nas fogueiras da Santa Inquisição ? Faltam, acaso, médicos que atestem a veracidade dos milagres obrados por um sistema de cunhas que envolve uma virgem, um defunto e a associação de embusteiros? As religiões são as multinacionais que mais tempo se mantêm no mercado sem renovar o stock dos produtos e os métodos da cautela premiada. Prometem o paraíso sem terem escritura válida ou o averbamento na conservatória do registo predial celeste e ameaçam com o Inferno, sem o localizarem no mapa imaginário da fé. O clero é a classe de vendedores de ilusões qu...

Uma convulsiva (e compulsiva) ‘estragação’…

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Adensam-se os ‘mistérios’ que inquinam a vida económica e financeira do País.  São casos a mais onde a história aparece e termina sempre como ‘mal contada’. É o caso de um Banco desconjuntado num inusitado maniqueísmo (Bom e Mau) e mais recentemente a PT, liminarmente, convertida num veículo de financiamento da Oi (empresa estrangeira) perdendo toda a identidade. Os ‘mistérios’ já vinham de longe tendo a ‘ saga privatizadora ’ (da EDP, da REN, da ANA, dos Correios, etc.), aparentemente justificada pelo ‘Memorando de Entendimento’, resultando em avulsas cedências aos apetites do ‘mercado internacional’ envoltas em nebulosas intermediações de empresas financeiras e sociedades de advogados através de ajustes directos ou de perdulárias exposições em bolsa infestadas de conflitos de interesses e por informações privilegiadas. Não há qualquer fio condutor, ou seja, o mínimo resquício de estratégia sobre o que se está (e não está) a passar. Na neblina gerada por es...

SEMPRE ATUAL

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PSD – A golpada e a barrela

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O PSD, assustado com a aversão que Passos Coelho e Cavaco Silva despertam, acordou para as eleições diretas, sem pensar que é Governo e que o próximo Congresso, previsto para fevereiro de 2016, precisa de um congresso extraordinário para alterar os estatutos. Compreende-se a ansiedade para limpar o passado, a decadência ética, política e cívica de que o partido é culpado e a ansiedade para trocar de líder. Não esconde a catastrófica governação, a incompetência, os atropelos à Constituição, mas pode ocultar a central de intoxicação que levou Passos Coelho ao poder, as mentiras nas redes sociais, as calúnias e intrigas que levaram o jotinha da Tecnoforma a PM. O PSD tem em carteira Rui Rio, um político que não negociou ações da SLN, que não temeu escutas forjadas, que não é cúmplice do desastre deste Governo e, decerto, não tem casa em condomínio fechado do Algarve nem genro que o comprometa. Rui Rio não decidiu candidatar-se a presidente da Câmara do Porto a pedido de Ricardo Sa...

Homenagem a Baptista-Bastos

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Injusta e iniquamente afastado do DN

É preciso conter o Islão

Mário de Carvalho escreveu no faceboock o seguinte: «Alarme: a atitude de algumas elites perante o NAZISLAMISMO é coincidente com a que muitos intelectuais tomaram durante o ascenso do nazi-fascismo: que nada de alarmes, que preciso era compreender as razões profundas, que havia muito exagero, falta de perspectiva, que eles acabariam por ser absorvidos, que o verdadeiro perigo era...Há reflexos disso aqui no FB. Estaremos condenados? Não, Mário, qual quê! És um exagerado...MdC» [sic] Tal como Mário de Carvalho, sou membro da Associação Portuguesa de Escritores mas falta-me a dimensão literária e a notoriedade do grande escritor e resistente antifascista nas denúncias que faço, há muito, de forma sistemática e persistente. O alarme de Mário de Carvalho é a pedrada no charco da cumplicidade da esquerda que se cala perante a decapitação de presos pelo fascismo islâmico numa orgia de violência, horror e pânico. O vírus ébola é aterrador mas o islão é muito mais perigoso e propaga-se ...

Humor

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A queda dos preços permite algumas transações. 

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO: O TRIUNFO DA CANALHICE

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO: O TRIUNFO DA CANALHICE : Leio a crónica de Almudena Grandes, no "El Pais" em que ela se queixa que as coisas vão tão mal que cada dia é mais difícil v... Fernando Paulouro, além de uma prosa imaculada, tem uma cabeça bem arrumada e cheia de neurónios.

Marinho e Pinto e o Partido Democrático Republicano

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Seria prudente que, plagiando uma ilustre cabeça do futebol, dissesse dos resultados das próximas eleições legislativas aquilo que essa eminência disse de um jogo de futebol: «prognósticos, só no fim». Com menos responsabilidades e o direito de analisar a coisa pública, atrevo-me a refletir sobre o fenómeno Marinho Pinto. Se não aparecesse, teria aparecido outro pior.   Dizem-me as sondagens da rua que Marinho Pinto, nas próximas eleições legislativas, vai disputar o 3.º lugar com o PCP e essa é a minha convicção. Marinho Pinto é um democrata e um homem corajoso, com passado e notoriedade, esta ampliada por muitos que, não o tolerando, não param de falar dele. É demagogo. Nesse aspeto, recebe lições de Cavaco e de vários líderes partidários. Sendo contra os partidos, acaba de criar mais um; sendo contra as regalias exageradas dos eurodeputados, não as enjeita; vituperando as promessas não cumpridas dos políticos, já se tornou mestre. Aliás, se não surgisse o antigo b...

Uma questão de tempo...

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A sondagem publicada pela revista Newsweek revela que apenas 1/% dos britânicos gostavam de ser Kate Middleton, jovem de inegável beleza, que entrou na faculdade com uma das mais elevadas médias do seu ano e possuidora de um «master» em artes. O papel de procriadora legal e exclusiva de um regime anacrónico está desvalorizado. Se bem avalio a situação, os ingleses desprezam cada vez mais a monarquia apesar do valor simbólico para o anglicanismo. O que tem de ser tem muita força. É uma questão de tempo. Viva a República!

Algumas ilações das eleições brasileiras

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Os resultados da 1ª. volta das eleições presidenciais no Brasil conduziram Dilma Rousseff e Aécio Neves a terem disputar novamente o eleitorado em 26 de Outubro. A primeira ilação é tentar perceber por que razão Marina Silva claudicou à beira das urnas. Na verdade, tratou-se do natural epílogo de um constante deslizar para baixo verificado desde o ‘ boom ’ emocionalmente conseguido à volta do trágico acidente que vitimou o candidato Eduardo Campos e que a discussão política posterior foi paulatinamente esvaziando. Marina Silva ‘pagou’ (perdeu) por várias razões. Não exibiu densidade política suficiente apresentando-se como uma personagem ideologicamente saltitante e hesitante apesar do seu passado; não tinha uma máquina partidária ‘dominada’ e oleada tendo surgido no quintal do PSB do como uma intrusa; e, ainda, a sua ligação à ‘causa evangélica’ onde a religião se associava a evidentes manobras de conquista e usura do poder em vez de clarificar e sossegar os eleitores ame...

Probabilidades...

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Laaargue-me, Senhora Merkel. O meu Governo, onde tão pouco mando, faz tudo o que queira.

Viva a República

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A Revolução de 1820, o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril são marcos históricos da liberdade, em Portugal. Foram momentos que nos redimiram da monarquia absoluta e da dinastia de Bragança; são as datas que honram e dão alento para encarar o futuro e acreditar na determinação e patriotismo dos portugueses. O atual governo rasgou do calendário a comemoração da data que mudou Portugal, uma pedra basilar da democracia; ofendeu a cidadania, ultrajou os heróis da Rotunda e traiu a história, vilania que nem a ditadura ousou. Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que não quiseram mais ser vassalos. O 5 de Outubro de 1910 não se limitou a mudar de regime, trouxe um ideário libertador que as forças conservadoras obstinadamente combateram. Com a monarquia caíram os privilégios da nobreza, o imenso poderio da Igreja católica e os títulos nobiliárquicos. Ao poder hereditário e vitalício sucedeu o escrutínio do voto; aos registos paroquiais do batismo, o Registo Civil obri...

DIÁRIO AS BEIRAS

O Movimento Republicano 5 de Outubro (MR5O) de Coimbra e o Ponte Europa agradecem ao Diário as Beiras a notícia sobre o Jantar Republicano que reunirá hoje cerca de quarenta republicanos que celebram a República e exigem o feriado do 5 de Outubro. Só a incultura e a ausência de sentido patriótico podia ter arredado a data, emblemática e identitária, dos feriados nacionais.

Usos, costumes e violência pia

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O problema das religiões

O problema das religiões não está nas fábulas que contam ou na liturgia que praticam, o problema insolúvel, a tragédia da sua existência, reside na fanatização que incita os crentes para a ação. Não prejudica ninguém que um católico acredite na virgindade de Maria* ou no voo de Jesus para o Paraíso, a desgraça está no proselitismo para persuadir disso a concorrência e anatematizar os que desprezam a sua fé. Que os muçulmanos detestem a carne de porco, como eu abomino cebola crua, não traz qualquer problema à humanidade, mas quando o opúsculo terrorista os convence de que devem matar os infiéis, isso já é problema grave e um crime contra a Humanidade. Os judeus das trancinhas podem descansar ao Sábado e pensarem o que entenderem do Messias que aguardam, mas a gravidade do que pensam está toda no sionismo. A fé não passaria de uma treta inofensiva se os crentes não se achassem na obrigação de converter incréus, de acossar outras crenças e de intoxicar crianças com as suas. De...

A caricatura é uma arte

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