Passos Coelho: mais uma blague infeliz…
O primeiro-ministro teceu, de novo, mais uma consideração sobre a Grécia. Disse referindo-se aos gregos que “ é difícil ajudar quem não quer ser ajudado ” link . Incorreu naquela conhecida asserção de o que é novo não é inovador e o que pretende ser inovador não é novo. Isto é, entrou na 'quadratura do círculo'. Todos se lembram de um trocadilho sobre: “ Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa, nem deixa ser governado ”. Esta ‘boutade’ é atribuída Júlio César quando, no seu ímpeto imperialista, sentiu, no terreno, dificuldades na ocupação da Península. Representa, por outro lado, a vontade indómita de marcar a identidade lusitana contra a ocupação estrangeira. A frase de Passos Coelho, diferente no tempo, encaixa-se no contexto, indo beber a este aforismo. Mostra, contudo, que existe sempre espaço para traidores dispostos a venderem-se. Contudo, Tsipras não é um novo Viriato. A Grécia tem uma história longa e rica no que diz respeito à ...