Vasco Graça Moura
Vasco Graça Moura (VGM), apesar de defensor da pena de morte, não é um troglodita e a linguagem, digna do mais rancoroso rural, não faz dele inimputável.
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…
Debita adjectivos como balem as ovelhas ou palram os papagaios, com a facilidade do mais erudito dos almocreves e o acinte do mais primário e boçal ferrador de solípedes.
VGM, na sanha contra a esquerda pós-soviética, onde inclui toda a esquerda, revela-se o mais genuíno dos paladinos da direita pós-fascista.
O defensor de todos os líderes do PSD, e carrasco dos simpatizantes de qualquer outro partido, denomina «patéticas deslocações do sr. Solana» os esforços de paz do ilustre espanhol ao serviço da União Europeia e denomina a política diplomática de Espanha de «progressismo alvar do sr. Zapatero». Deve ser trauma anti-castelhano.
O Governo italiano, depois de ter perdido o notável cançonetista Berlusconi e o pio Roco Butiglioni, passou a ser a «periclitante salada de esquerda do sr. Prodi».
Só não esperava que o último almocreve do cava…

Comentários
alguém quer opinar?
O quadro está invertido - no sentido horizontal - o que pode justificar as suas objecções sobre as sombras...
A mulher (possante) no quadro está à direita (assim perde alguma desporporção, mas a "visão" da artista é que dita as porporções).
Este quadro esteve em exposição no museu de Serralves em 2004 - numa exposição que foi um grande sucesso!
Declaração de interesses: sou um indeflectível admirador de Paula Rego...
E o hipotético evento de haver sete milhões de visitantes numa exposição de P. Rego não me comove, nem me demonstra nada.
Já gosto muito, por exemplo, (e passe a má comparação) de passear nos corredores frescos da colecção Berardo, enquanto faço a digestão, sem gastar meia dioptria com as cretinices expostas, que não são arte, mas apenas produtos de mercado.
Cruzo-me com outros pagadores de impostos, também perplexos, que não abrem a boca para não passarem por ígnorantes.
A proporção, as coerências várias, a lógica do olhar comum, a perspectiva no sentido clássico, é melhor não as procurar em P.Rego.
Concedo apenas que não tenho escola, no exacto sentido de educação artística. Se isso não for suficiente para salvar os criadores contemporâneos, eu não mexo mais um dedo por eles. Nem dou por eles um pataco furado.