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O Sr. Duarte Pio e o opúsculo
Por
Carlos Esperança
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Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Notícias do dia
Por
Carlos Esperança
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Comentários
alguém quer opinar?
O quadro está invertido - no sentido horizontal - o que pode justificar as suas objecções sobre as sombras...
A mulher (possante) no quadro está à direita (assim perde alguma desporporção, mas a "visão" da artista é que dita as porporções).
Este quadro esteve em exposição no museu de Serralves em 2004 - numa exposição que foi um grande sucesso!
Declaração de interesses: sou um indeflectível admirador de Paula Rego...
E o hipotético evento de haver sete milhões de visitantes numa exposição de P. Rego não me comove, nem me demonstra nada.
Já gosto muito, por exemplo, (e passe a má comparação) de passear nos corredores frescos da colecção Berardo, enquanto faço a digestão, sem gastar meia dioptria com as cretinices expostas, que não são arte, mas apenas produtos de mercado.
Cruzo-me com outros pagadores de impostos, também perplexos, que não abrem a boca para não passarem por ígnorantes.
A proporção, as coerências várias, a lógica do olhar comum, a perspectiva no sentido clássico, é melhor não as procurar em P.Rego.
Concedo apenas que não tenho escola, no exacto sentido de educação artística. Se isso não for suficiente para salvar os criadores contemporâneos, eu não mexo mais um dedo por eles. Nem dou por eles um pataco furado.