Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
E pelos vistos aos melhores!!!
Neste momento será tarde demais para voltar atrás.
Há, por outro lado, uma mensagem que tem de (continuar) passar: a ICAR nunca erra.
Neste Mundo que venera os laureados poderá ser adoptada como a inspiradora dos agnósticos.
E, ultrapassamos o "berbicacho" canónico que se adivinha.
Porque que na verdade, e na realidade, a citada religiosa foi uma mulher que, decididamente e dignamente, dedicou a sua vida a lutar contra a probreza.
Teve, no desenvolvimento desse trabalho, um grande mérito social. Isso não é apagado, nem diminuído, por dúvidas existenciais, que reconheça-se, não são assim tão raras.
ROMA
Teresa de Calcuta había pedido destruir las cartas en las que muestra una profunda crisis espiritual, y que han sido recogidas en un nuevo libro sobre su vida, según ha revelado el propio autor del volumen, el sacerdote Brian Kolodiejchuk.
A "crise espiritual" de Teresa de Calcutá, não ofusca o trabalho que efectuou junto dos miseráveis na India e no Mundo, e o seu conflito místico, para mim, enobrece o seu conteúdo como ser humano.
Ou, se quisermos, a dogmática "beatice" deu lugar à imagem de uma mulher que questionou o Mundo e as suas (do Mundo e dela) crenças.
Quando se diz "acontece..." (título do post) preferia que inferissemos " como devíamos todos proceder...".
Fazer é imortante, questionar o que se está a fazer, ou porque se está a fazer - fundamental.
Claro que a ICAR vai deturpar todo este sentido humano ...