Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
É uma defenestração. Saltam de cabeça pela janela.
Nem olham para trás porque se o fizessem provavelmente veriam o G W Bush a apagar a última lâmpada.
A Casa Branca - local onde se decide quais os bons e os maus - tormou-se subitamente um local mal frequentado.
O descrédito não bate à porta.
Acontece - sem apelo nem agravo.
Até para o "impeachment" já é tarde. Só resta a debandada.
Administracção, entendo como sendo algo que se gere com critério e segundo padrões criteriosamente pré-definidos, e não ao "sabor" de impulsos; certo, que as circunstâncias podem influenciar a modificação do "Plano Inicial", mas da análise serena e responsável, se encontrará a mais adequada resposta.
Quantos mais mortos terá ainda a humanidade que pagar até ao seu desaparecimento.
RE: Cada um tem os amigos que merece.