Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
O Marques Mendes interessa a quem? Eu respondo: ao PS e aos "negociantes" do PSD, sejam cavaquistas ou outra coisa qualquer.
Não acredito que o interesse efectivo do PSD e do País seja manter o MM na liderança do partido.
Esta gente já deu como perdidas (ganhas?) as legislativas de 2009 e está a atirar com tudo para 2013. Não sei é se nessa altura andará por cá alguém que acredite neste PSD, mas isso é uma coisa que logo se verá...
Pois com a política de Sócrates dificilmente eles conseguem ser oposição e, portanto, há que gerir a coisa até que algo se desgaste e lhes abra o futuro. O presente não é deles; ou melhor, em parte é bem deles mas gerido por outros...
É evidente que o PSD precisa doutro líder, com MM não vai a parte nenhuma.
Menezes é mais acutilante e combativo, decerto melhor para derrubar o "carrasco" do povo.
Abaixo a ditadura.