O comprimento da saia

É possível que nas próximas duas décadas não seja bom ser mulher! ...

Isso é assustador para as gerações futuras...

Dê uma boa olhadela neste cartaz belga, banido na França, que lhe pede para escolher entre a liberdade e o Islão.

O poster da Associação Flemish "mulheres contra a islamização", afixado desde janeiro 2019 em Antuérpia, mostras as pernas de uma mulher nova que levanta sua saia.

As características indicam qual a altura da saia que é ou não aceitável pelo Islão.

Apostila - Porque é proibido, aproveito para lhe dar publicidade.

Comentários

e-pá! disse…
O Mundo mudou nos últimos 50 anos.
Quando olhamos para este cartaz satírico mas expressivo dos conflitos latentes em alguns países europeus, nomeadamente, à volta do burkini e dos véus (hijab) que levam, cada vez mais, a conflitos e a regulamentações sociais e comportamentais questionamos por que razão, há mais de 50 anos (no início da década de 60), Mary Quant, não foi objecto de uma 'fatwa'.
O que aconteceu entre o imediato pós-guerra e os tempos presentes?
Jaime Santos disse…
Acho, Carlos Esperança, que a única coisa que este cartaz mostra é que não será fácil nas próximas décadas ser-se Muçulmano na Europa. E será pior ainda quando anti-fascistas e defensores da liberdade de pensamento (e consequentemente de religião, mesmo quando a rejeitam) como o Carlos Esperança deixam que a sua repulsa pelos valores do Islão Radical lhes tolde o raciocínio e os faça alinhar em retórica xenófoba...

O grupo responsável pelo cartaz é de Extrema-Direita e foi processado pelo sapateiro Louboutin, que não deu autorização ao uso dos sapatos, e obrigado a retirá-lo às ordens do tribunal... Eu teria feito exatamente o mesmo...

E o caso não é de agora, é de 2013 (a fonte é a Reuters).

https://www.abc.net.au/news/2013-10-15/louboutin-wins-case-against-former-miss-belgium27s-anti-islam-/5022498
Jaime Santos,

Sei que tem razão no que refere, mas continuarei, ainda que politicamente incorreto, a combater o fascismo religioso que é comum aos três monoteísmos e que também já se verifica no budismo (Birmânia, contra os islamitas) e hinduísmo nacionalista, em toda a Índia, com a manutenção das castas e o assassinato de muçulmanos. Defendo os crentes, mas combato as religiões. Obrigado pelo seu comentário, que aprecio.
Jaime Santos disse…
Pode combater-se as religiões enquanto sistemas ideológicos, Carlos Esperança, o que não se pode é utilizar generalizações abusivas como utiliza a Extrema-Direita, que pretende meter todos os Muçulmanos no mesmo saco ou, já agora, todas as pessoas de um dado grupo nacional, étnico ou cultural (que é o que são o anti-semitismo ou a islamofobia em sentido lato, já agora, porque muitos daqueles que se identificam como Judeus ou Muçulmanos nem sequer são observantes dos preceitos das respetivas religiões).

É que isto são tudo formas de racismo... Restringir o racismo a uma mera discriminação baseada na cor da pele é insincero, como bem mostra Trump, mas que no fundo acaba sempre por ir bater na tecla da quantidade de melanina que cada um de nós tem na dita pele...
Tento evitar as generalizações e distinguir os crentes, cujos direitos respeito, das crenças, que combato.

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