24 de abril de 2026 – alguns apontamentos sem nexo

24 de abril de 2026 – alguns apontamentos sem nexo

Há 1 ano, o Governo português, compungido com a morte do Papa Francisco, entrou em tal sofrimento que decretou três dias de luto e cancelou toda a agenda festiva, enquanto o Vaticano, mais resignado, adiou o luto, para que o 25 de abril fosse comemorado, em Itália, no dia que assinala o fim da ocupação nazi e a queda do regime fascista, em 1945.

O ministro Leitão Amaro, devagarinho, como é seu hábito, explicou que o luto prevê «restrições e limitações» e «reserva relativamente às celebrações», e o povo não deixou de celebrar a data, nas ruas, enquanto o Governo sofria em silêncio, em família.

Este ano, as más notícias voltaram. Não me refiro à escassez dos combustíveis nem dos fertilizantes, mas à dificuldade de abrir o estreito de Ormuz, aberto antes de afundada toda a marinha do Irão e, agora, a avaliar pelos ataques, a disparar do fundo do mar.

O PM, Luís Montenegro, esqueceu que “todo o mal vem da Rússia”, como disse a Irmã Lúcia após conversas com a Sr.ª de Fátima, e aceita a participação da Rússia no G20 e, pasme-se, a abertura de contactos diretos entre a UE e Putin. E logo no dia em que Putin anuncia o corte do petróleo do Cazaquistão à Alemanha que passa por um gasoduto em território russo, a partir de 1 de maio!

E a pior notícia vem do líder do mundo livre, Donald Trump, agora por email. Ameaça suspender Espanha da NATO e rever a posição sobre a reivindicação britânica das ilhas Malvinas, como retaliação pela falta de apoio às operações dos EUA no Médio Oriente.

A primeira ameaça é demolidora. Imagine-se a Espanha suspensa da Nato e Nuno Melo, agora com 5,8 mil milhões de €€ para material de guerra, avançar para Olivença! Pode até pedir ao seu homólogo, Pete Hegseth, o das tatuagens, que lhe ceda o sec.-geral da Nato, Mark Rutte, como pagamento da Base das Lajes, para o deixar como refém, em vez dele, se a Guarda Civil espanhola o prender.

A segunda ameaça também é terrível. Imagine-se a Europa sem as Malvinas, essas Ilhas Adjacentes do RU, próximas da costa da Argentina! Margaret Thatcher teve aí a última vitória militar do Império e, se Trump deixar de reconhecer como britânicas as Falkland Islands, passam a chamar-se Malvinas e têm de suportar o desmiolado Javier Milei.

O mundo anda maluco, mas se quisermos ficar também nós, o melhor é ouvir o que diz a D. Helena Ferro Gouveia sobre a guerra em Gaza, Líbano e Irão, e vermos que Trump e Netanyahu são bons!  

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