A visita de Lula a Portugal

A visita de Lula a Portugal

Lula da Silva é hoje uma referência mundial na luta pela paz e justiça social, uma dessas personalidades cuja coragem e determinação fizeram do operário metalúrgico o Presidente de um grande país e a esperança dos milhões de desesperados que herdou.

Este seu terceiro mandato, à semelhança dos dois primeiros, fica marcado pelos milhões de brasileiros que tirou da miséria, por políticas cujo humanismo revela que o autor não esqueceu de onde veio e os que sofrem como ele sofreu.

Lula da Silva está de visita a Portugal, uma honra para o País que moldou o seu, que lhe deixou a língua que nos une e o património histórico comum.

Esperava-se dos portugueses o sentimento de regozijo por termos entre nós o presidente da maior democracia do continente americano, um homem que alia à dimensão afetiva e humanista verdadeira paixão por Portugal e uma genuína amizade pelo povo português.

E assim é no coração de muitos portugueses, na decência com que o PR e o Governo de Portugal o recebem, na simpatia que lhe prodigalizam os cidadãos anónimos de Lisboa.

Mas, há sempre um mas. Das sarjetas da política partidária, das alfurjas do salazarismo serôdio, saem marginais consumidos pelo ódio, movidos pelo ressentimento, tocados por um marginal, dispostos a insultar o homem que paira bem acima dos homúnculos que o 4.º Pastorinho arregimenta para aparecer nas televisões a grunhir impropérios.

Os fascistas que saíram à rua, para insultar Lula da Silva, pretendem digerir a derrota de Orban na Hungria, a repugnância de Trump em todo o mundo, a náusea de Bolsonaro, o asco de Netanyahu e a memória dos regimes nazifascistas que os inspira.

Há naqueles marginais uma sede de protagonismo que só a boçalidade e a coreografia lhes asseguram. Podia pensar-se que a manifestação contra a corrupção era contra o próprio Chega que pretende ocultar o nome dos financiadores, e era contra o presidente Lula, com gritos de apoio a Bolsonaro gritado em uníssono com brasileiros que o Chega quer reenviar para o Brasil.

As algemas que o 4.º Pastorinho exibia, talvez um talismã guardado de sevícias antigas sofridas, para esconjurar reincidências, são referenciadas como estando ainda à venda, por 7, 95 € nas sexy shops.

Enfim, a miséria fascista a conspurcar o país que há 52 anos foi libertado da mais longa ditadura da Europa ocidental!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Sr. Duarte Pio e o opúsculo

Coimbra - Igreja de Santa Cruz, 11-04-2017