Eleições na Hungria
Eleições na Hungria
Exultei com
a derrota de Viktor Órban e a sua dimensão, não pela vitória do adversário, da
mesma área ideológica, num País onde a xenofobia, o racismo e um catolicismo
retrogrado se mantêm, mas pelos derrotados que o apoiaram.
Regozijo-me
pela derrota do teórico de uma democracia iliberal, seja o que for esse tipo de
democracia, e dos apoiantes que arrastou. Rever o discurso de G. D. Vance e o
vídeo de Trump, ambos em apoio a Orbán, reforça o sabor da vitória da oposição
ao governo.
A derrota
de Trump, de G. D. Vance e do grupo de extrema-direita europeia que Orbán lidera,
e inclui o 4.º Pastorinho Ventura, não podem deixar de satisfazer os democratas.
Espero que
o novo PM, Péter Magyar, não desiluda os húngaros, país cujo nacionalismo o
envenena, porque no Parlamento só fica a direita conservadora que venceu, a ainda
mais radical, ora apeada, e um partido nazi, os únicos partidos que superaram
os 5% necessários e onde nem sequer um partido social-democrata tem assento.
Como
curiosidade, registe-se que Péter Magyar substituiu a maioria absoluta de Orbán
por outra maioria absoluta, a sua, o que levanta dúvidas sobre a consciência
cívica dos húngaros e onde as divergências entre ambos surgiram em torno de um
escândalo sexual que levou o ora vencedor à dissidência do mesmo partido, que
apoiou até há pouco, mantendo o ideário, salvo no relacionamento com a UE.
Para já é suficiente motivo de regozijo a derrota de Trump e do seu vice.
Apostila – Se comparasse a política húngara com a portuguesa diria que, hoje, na Hungria, Nuno Melo substituiu André Ventura.

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