50.º aniversário de um crime hediondo – Padre Max e Maria de Lurdes (02-04-1976)

50.º aniversário de um crime hediondo – Padre Max e Maria de Lurdes (02-04-1976)

A nenhum deputado do PSD parece ter tremido a mão a pôr a cruz no boletim de voto que elegeu Pacheco de Amorim vice-Presidente da AR, em estranha solidariedade com o CDS e o Chega, que atualmente não se distinguem, e eventualmente outros deputados.

Em homenagem ao saudoso padre Max, de 33 anos, e à sua aluna Maria de Lurdes, de 19, não é possível perdoar aos assassinos, mandantes e operacionais.

Aos que gostam de falar do terrorismo de extrema-esquerda, que também houve, posso dizer-lhes que os responsáveis pagaram com a prisão, como deviam, ao contrário dos terroristas de extrema-direita.

A impunidade beneficiou os terroristas, mas a recompensa dos crimes foi a vergonhosa mensagem de que o crime compensou.

Apenas os terroristas de extrema-direita puderam almejar honra e proveito pelos crimes cometidos. Só o MDLP e a sua metástase ELP ficaram impunes. E viram membros seus atingir o posto de Marechal e a honraria de vice-presidente da Assembleia da República!

É um imperativo democrático assinalar a data e prestar homenagem às vítimas do crime cujo cinquentenário ocorre hoje.


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