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Marcelo no Brasil, há 1 ano

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“Como eu disse e como disse o Presidente Bolsonaro, era uma reunião entre irmãos e entre irmãos o que há a dizer se diz rápido, como se diz em família”. Era preferível ser filho único. No ano que ora começou esteve melhor. A partir da ilha do Corvo, serviu aos portugueses uma mensagem de Ano Novo equilibrada e um banho de mar onde reexibiu a ginecomastia bilateral, reduzida a peles descaídas a emergirem do mar.

Notas Soltas – dezembro/2019

Aquecimento Global – Até ao final do século a subida das águas submergirá as terras onde agora vivem 200 milhões de pessoas. Há governantes insensíveis e, até lá, muitos partilharão o desespero com os filhos e netos desses irresponsáveis. Só há um Planeta. Rio de Janeiro – Até dezembro a polícia matou 1.546 pessoas, mais 18% do que em 2018. Bolsonaro quer militares nas ruas com ordem para matar. Finalmente, o terror das forças da ordem e o dos criminosos equilibra-se com a chegada a PR de um dos últimos. Caridadezinha – A Dr.ª Isabel Jonet, experiente profissional da caridade, comandou o peditório da campanha do Banco Alimentar contra a Fome, coadjuvada pelo PR, tendo recolhido muitas toneladas de alimentos. Estão de parabéns os pobrezinhos. Greta Thunberg – A jovem sueca, com síndrome de Asperger, que a torna obsessiva e irritante, é uma referência mundial, eficaz a mobilizar multidões na defesa do Planeta, onde a vida está em perigo com as alterações climáticas e a ag...

Há 7 anos – Memórias

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O ano de 2012 terminou com a morte do capitão de Abril, Marques Júnior. Foi um cravo perdido no jardim da liberdade, a pétala de rosa que murchou, a folha caída da árvore que plantou. Marques Júnior foi um capitão de Abril tão jovem, que era ainda tenente, e partiu cedo. deixou como património uma vida de coerência e serviço público, vivendo em cada dia a paixão da madrugada que o colocou no devocionário dos que prezam a liberdade. Abracei-o pela última vez, no início de setembro desse ano, numa aldeia da Beira Alta, onde representou a Associação 25 de Abril no funeral de outro capitão de Abril, Augusto Monteiro Valente. Sinto o vazio da sua falta, o desapego de quem passou a vida sem pensar que fez mais do que o dever que lhe coube. E esta lágrima teimosa a lembrar-me que com ele morreu também um pouco de nós e dos sonhos que plantou numa madrugada que muitos teimam em retirar do calendário da memória coletiva! É preciso recordar um dos bravos que nos deixou, tinha 66 anos, ...

Bom 2020 – Car@s amig@s:

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Chegados ao fim de 2019 é mister apresentar votos canónicos de Boas Festas e desejar um Ano Novo feliz. O desejo existe, mas é ingenuidade acreditar na transformação em realidade. Os deuses ensandeceram, com a ajuda da amnésia coletiva e os esforços da pior e mais perigosa gente que governa o Mundo, dos EUA à China, da Rússia ao Reino Unido, da Turquia ao Brasil, com extremistas menos poderosos, levados ao poder pela democracia formal, na Polónia, Hungria, Brasil, Coreia do Norte, Filipinas e numerosos países onde a vontade divina se sobrepõe à humana e aos Direitos Humanos a violência da fé. A Terra esquenta, o oxigénio e a água potável escasseiam, fundem-se os gelos, avançam os desertos, a bomba demográfica explode e o futuro, cada vez mais perigoso, ameaça já as gerações que aí estão. Em Portugal, que alguns julgaram imune ao ressurgimento do fascismo, vive-se a orgia revivalista e o regresso dos valores que nos lançaram na guerra colonial e consentiram a mais longa ditadur...

Dúvida metódica

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Há muito que uma dúvida tão dilacerante não me perseguia. O artigo que fotografei no jornal Público de anteontem, dia 29, deixou-me estupefacto. Foi um murro no estômago, um acordar para o pesadelo, depois de saber que as forças de segurança já se encontram infiltradas pelo ‘movimento zero’, que o fascismo avança e a democracia corre perigo. O conselheiro de Estado, Francisco Louçã, é um político prudente. Não é um boateiro que faz comentários e debita recados, que intriga e procura instilar o medo para obter dividendos. É urgente investigar o acusado e procurar na suspeita o perigo que a revelação oculta.

Marcelo e o PR

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Há entre Marcelo e o PR a difícil convivência onde é difícil distinguir o comentador e o PR, o zelador do regular funcionamento das instituições e o ‘agitprop’ que as perturba, o garante da laicidade da CRP e o crente, em voo picado, a oscular anelões episcopais. Marcelo não falha com a selfie a um colecionador de retratos, com o ósculo a um rosto sofredor, uma venera a um peito inchado, uma declaração a jornalistas que o seguem, o afago a um sem-abrigo ou o auxílio à profissional da caridade que exibe as esmolas que distribui. Marcelo vai a missas de sufrágio, a fogos e inundações, a banhos a praias, fluviais ou de mar, a funerais e tomadas de posse, a imposição de veneras, e faz declarações a todos os jornais, diários ou de parece, canais de rádio e televisão. Diz o que as pessoas querem e gostam, tem respostas para tudo e, se não agradam, tem outras. O narcisismo de Marcelo colide com a função, o desejo de consideração choca com a compostura e a avidez de poder com a intromi...

É preciso topete!

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Tesourinho deprimente

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Concurso de resistência da pituitária aos odores, para a seleção de perfumistas.

Tesourinhos deprimentes

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Espanha -- Hoje

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A extrema-direita é o fascismo católico que frequentava a Falange. Não faltam padres para rezar pela alma dos fetos, sem saberem dizer a partir de quando 'nasce' a alma ou se a ejaculação é um genocídio.

Os bispos portugueses e a democracia

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É injusto comparar o cardeal Tolentino de Mendonça, agora em vias de reabilitação pelo Governo Regional da Madeira, depois do sólido ódio que Alberto João Jardim lhe devotou, pela sua postura cívica e progressista, com o cardeal de Lisboa. O bispo de Viseu que resignou voluntariamente em 2018, Ilídio Pinto Leandro, clérigo humanista e tolerante, era diferente do atual bispo do Porto, reacionário e provocador. A Igreja católica não é monolítica e, neste momento, o Vaticano é uma referência para a paz e concórdia, quando os nacionalismos e as religiões se dão as mãos numa sangrenta aliança, islamismo, judaísmo, catolicismo, hinduísmo, protestantismo evangélico e, até, o budismo, que, não sendo um teísmo, acaba por ser referência espiritual. Comparar o Papa Francisco com João Paulo II, amigo de todos os ditadores de direita, é erro clamoroso e uma injustiça que o atual pontífice não merece. Francisco não faz mais credível a crença, mas torna-a mais respeitável e respeitada. Há no...

Maçonaria e Opus Dei – PAN, Teresa Leal Coelho e ASJP

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O PAN vai apresentar um projeto em que os titulares de cargos políticos e altos cargos públicos declarem a “filiação ou ligação a organizações ou associações de caráter discreto [como a Maçonaria e a Opus Dei] em sede de obrigações declarativas”. (Lusa, 14-12-2019) Teresa Leal Coelho, vereadora do PSD, exige a quem exerce funções de poder “que se exponha na sua integralidade no que respeita aos compromissos e fidelidades a que está vinculado, através de um registo de interesses detalhado”. (Expresso, 21-12-2019) A Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) aprovou, há cerca de uma década, um compromisso ético em que defendeu que “o juiz não deve integrar organizações que exijam aos aderentes a prestação de promessas de fidelidade ou que, pelo seu secretismo, não assegurem a plena transparência sobre a participação dos associados”. O PAN, sem consistência ideológica, para além da defesa meritória dos animais, propõe apenas que quem queira declarar a sua pertença a uma asso...

Laicidade traída

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Os dois últimos presidentes da República desonraram a função com a subserviência ao clero.

Foi engano

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Se tivesse acontecido ser menina a misoginia não teria existido

A posse do Governador Civil da Guarda (Crónica da memória)

Em 19 de abril de 1960 tomou posse, com pompa e circunstância, o médico Alfredo dos Santos Júnior, político de fortes convicções fascistas e inexcedível dedicação a Salazar. Em 1933 foi eleito presidente do CADC, incubadora fascista de destacados quadros do regime, inclusive do ditador vitalício. Foi a sua única eleição, depois terminou sempre nomeado ou incluído nas listas únicas da União Nacional. A coreografia da tomada de posse de Governador Civil foi adequada ao largo cadastro do ex-presidente do CADC. Presidente da Câmara de Gouveia, fora presidente da União Nacional no distrito da Guarda, deputado e dirigente da Mocidade Portuguesa. Horas antes da cerimónia, a Polícia de Viação e Trânsito começara a parar o trânsito do Porto da Carne em direção à Guarda. Presidentes das Câmaras e forças vivas de todos os concelhos do distrito, incluindo os párocos, estavam já na cidade, para lhe prestarem vassalagem, ou integravam a comitiva que o precedia, para o aplaudirem à chegada, esc...

Desejo a tod@s um Feliz Solstício de Inverno – 22 de dezembro de 2019 – 04H19

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Quando os deuses e deusas foram criados à medida dos anseios e medos humanos, eram bem mais variados nas formas e na substância com que eram idealizados em diferentes latitudes e culturas. Na Idade de Bronze, os patriarcas de tribos nómadas inventaram o deus único para todas as angústias e medos, sonhos e pesadelos, amores e ódios, criado à sua imagem e semelhança, a exigir imolações bárbaras, para acabar resignado às orações e aos óbolos necessários para alimentar a multidão de funcionários que lhe preservaram a memória e a moldaram ao longo da História e ao sabor dos costumes. Há dois mil e vinte e seis anos, em data ignorada e local diferente do que lhe atribuíram, foi registado na Palestina o único deus verdadeiro, à semelhança de deuses mais antigos, parido de mãe virgem, no solstício de inverno, judeu circuncidado, hábil em pregações e milagres. A primeira cisão do judaísmo, nascida do golpe de génio de Paulo de Tarso e tornada consistente pela necessidade de Constantino un...

Coimbra – A homenagem a Antunes Varela

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Quando, em outubro de 2000, o presidente da Relação de Coimbra mandou recolocar o busto de Antunes Varela no Tribunal, desolado por ser um amigo e antigo colega de turma do liceu da Guarda, não deixei de gritar a minha indignação, nos jornais locais e num diário, contra o branqueamento da ditadura que o gesto representou. Então, já o ancião Antunes Varela se tornara inócuo pela idade, sem que a vergonha e os remorsos lhe abreviassem os dias, mas foi o ministro da ditadura que se homenageou. Agora, em 18 deste mês de dezembro senti revolta acrescida pelas palavras e, sobretudo, pela presença da ministra da Justiça, a elogiar o legado do professor que foi governante quando o cargo, ao contrário de hoje, lhe conferia ascendente, de facto, sobre os juízes. Se um professor competente, como se alegou, merecia a homenagem, Salazar merece a estátua do tamanho da indignidade e dos crimes, e será breve a reabilitação. O cúmulo foi atingido pelo presidente do S.T.J., a 4.ª figura do Estado...

20 de dezembro de 1973

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Luis Carrero Blanco, presidente do Governo espanhol e cúmplice do maior genocida de todos os tempos na Península Ibérica, saía da missa, há 46 anos, bem rezado, benzido e comungado, quando 100 quilos de Goma-2, postos no túnel laboriosamente construído pela ETA, elevaram o carro blindado em que se deslocava a uma altura de cinco andares, deixando-o mais perto do Céu. Na queda, o carro caiu no pátio de um convento. Nunca foi tão santa e desejada a morte de um carrasco.

«Hacker bom e hacker mau» – Intenção frustrada

Há dias assim, não conseguimos fazer-nos compreender. Ontem, era meu objetivo debater os crimes informáticos e acabei a suscitar silêncios de amigos e a acordar paixões clubísticas quando sou agnóstico em questões de futebol e ateu nas de fé. Aconteceu no meu mural do Faceboock onde duplico os textos do Ponte Europa. Surpreende-me que, numa sociedade vigiada, se aceite facilmente a intrusão na vida pessoal, desde que não seja a nossa e moleste adversários ou inimigos. O que está em causa, uma vez mais, é a indulgência face ao crime informático, a forma de encarar a Justiça e saber se os fins justificam os meios e se o benefício de um crime deve absolver o criminoso. Falhei completamente.
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Hacker bom e hacker mau Um investigador de ciência da computação, que descobre funcionalidades não previstas nas especificações originais de um programa, é um hacker, mas os cientistas e os génios úteis à sociedade não surgem na comunicação social, só os criminosos virtuais, também geniais, que trocam a missão pelo crime, têm direito ao mediatismo e à defesa acalorada de quem despreza o direito à privacidade. Dos outros! Quando o nome de um hacker aparece na comunicação social é, quase sempre, o de um criminoso, e raramente o de alguém que abnegadamente procura combater os crimes. É difícil uma posição coerente, sem dilemas éticos, em relação aos roubos informáticos. Acontece ser-se indulgente para quem comete um crime sem visar benefícios pessoais, e descobre uma teia de corrupção, uma cilada a um cidadão que o privou da liberdade ou a contradição entre quem prega a moral e é um dissoluto. Parecem ter sido os casos do australiano Julian Assange, fundador do portal Wikileaks, ...