Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Claro, que o Mundo está "emparedado" em profundas, imensas e, talvez, insanáveis, contradições.
Claro, também, que os actuais tempos de globalização estão a conduzir-nos a um beco sem saída.
Óbvio, que os EUA [arvorado em polícia do Mundo] permite-se cometer - em nome da conservação de uma caduca hegemonia imperial - as maiores iniquidades [a actual crise financeira é um dos exemplos] e inumeras barbaridades.
Com certeza que outro dos exemplos deste estado de coisas é o ambíguo e nefasto posicionamento [dos EUA] sobre a dramática situação do Médio Oriente, travestindo uma indispensável mediação de pacificação [envolvendo Israel, Palestina, Jordânia, Libano, Irão, Iraque, Egipto, etc...] com uma prévia tomada de posição condicionada ao lema: o que é bom para Israel deverá ser óptimo para a Paz!
Etc...
O que se pretendia sublinhar com o sucinto e telegráfico post era a clamorosa contradição de um País [Irão] que caminha para um incontestável avanço tecnológico [o desenvolvimento de um programa nuclear à revelia dos "desejos" e "temores" do dito Ocidente] e bárbaras situações no campo humanitário, determinadas por fundamentalismos religiosos [que, aliás, também existem noutros países].
Não havia qualquer pretensão de analisar a situação global do Mundo.
Tratava-se de assinalar uma efeméride tout court, i.e., no estrito contexto da nação persa.
Nem tão pouco havia a pretensão de analisar as controversas polémicas que vêm sendo urdidas à volta do desenvolvimento do programa nuclear iraniano ["outro" assunto que dava pano para mangas...].