A desvalorização do órgão da soberania PR

A decadência ética do regime e a degradação de um módico de dignidade das funções de Estado atingiram, com esta maioria, este Governo e este PR um ponto insuportável para o regular funcionamento das instituições.

À erosão acentuada da decência e dignidade das funções presidenciais não é alheio o perfil do atual titular, mas não se pode absolver de responsabilidades esta maioria e este Governo que, à solta, deixaram enxovalhar quem é seu cúmplice.

Que pensará o País, o que pensa, de receber a notícia da ida de 30 militares portugueses para o Iraque, destinados a combater contra o Estado Islâmico (EI), através do chefe da diplomacia dos Estados Unidos? O PR e o PM ocultaram aos portugueses a informação sobre o envolvimento nacional. Retribuem o desprezo que os cidadãos lhes devotam.

Hoje, lê-se no DN, pág. 15, num artigo assinado por M.C.F., este último parágrafo: «O CSDN reúne-se hoje para autorizar o envio de caças F-16 para a Roménia, anunciado por Bucareste quando o Presidente da República desconhecia a missão e a composição dessa força».

Claro que assinará o que o Governo lhe impuser. O Comandante Supremo das Forças Armadas nem o prestígio destas salvaguardará. Quanto ao seu já nada tem a perder. O Governo, que tanto lhe deve, não o ajudou a terminar o mandato com dignidade.

Que saudade de Jorge Sampaio, que impediu as FA de participarem no crime da invasão do Iraque para o qual Durão Barroso as quis empurrar.


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