A praxis como implacável critério da verdade…

Villa Bonaparte
A verdade não é uma questão exclusivamente adstrita à filosofia cartesiana mas, na realidade, o comportamento do Vaticano levanta metódicas dúvidas ao Mundo sobre este tema.
 
A aparente recusa de acreditação do novo embaixador de França pelas autoridades do Vaticano, cuja responsabilidade absoluta recai sobre o actual papa (Giorgio de registo e Francisco de alcunha), chamusca a ‘nova’ imagem da ICAR que vem sendo laboriosamente ‘construída’.

Se for verdade que a causa remota deste incidente diplomático é a homosexualidade do nomeado, Laurent Stefanini link, será legítimo suspeitar que muito dos conteúdos das desabridas prédicas de índole popular, ousadas e inovadoras que têm marcado mediaticamente este pontificado, não passam de um penoso regresso à imagem antoniana da ‘pregação aos peixes’.

A verdade é que após a nomeação pelo governo francês, em 5 de Janeiro, do seu novo embaixador no Vaticano (a expressão ‘Santa Sé’ parece diplomaticamente desadequada), na Villa Bonaparte – residencia oficial dos embaixadores franceses no Vaticano -, vivem-se momentos de incerteza e desconforto sob o odor de uma intolerável homofobia.

Tudo isto demonstra que o Vaticano não faz reformas. Prefere os paulatinos ‘aggiorgamentos’. Significa, também, que prefere viver o dia-a-dia tentando iludir verdades arreigadas (travestidas de 'sagradas') e assim passar incólume entre os pingos da chuva…

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