Miguel de Cervantes Saavedra – 472.º aniversário do seu nascimento

Em 29 de setembro de 1547 nasceu o escritor espanhol, Miguel de Cervantes, o criador do romance moderno, com a genial novela (?) «A Vida Aventurosa do Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha».

Publicada há 415 anos (1604) essa obra-prima marcou a literatura, e criou o romance, género literário frequente dos mais destacados escritores mundiais que viriam.

A paixão de Aquilino Ribeiro pela obra imortal levou-o a fazer a tradução que não faria de Goethe ou Shakespeare porque – como diz no preâmbulo–, “[traduzir] é como trabalhar na vinha dos outros, com menosprezo das nossas vides e parras”, e, quiçá, – digo eu –, porque não gostou da “verecúndia verbal” da tradução de Castilho”.

Foi nesta edição de 1959 que conheci o Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha, o Rocinante, o escudeiro submisso Sancho Pança e a amada inatingível Dulcineia del Toboso.

Não digam que o Cavaleiro da Triste Figura e o Seu Amigo Sancho Pança não viveram, que o sonhador ingénuo e o seu leal servidor combateram ingloriamente contra moinhos de vento, porque não é verdade, há sempre uma Dulcineia inacessível no génio criador de um escritor que busca o amor e a imortalidade de personagens que o génio cria.

Ler D. Quixote, traduzido por Aquilino, é contemplar o diamante que Cervantes lapidou ao longo de mil páginas, em três volumes. que Aquilino burilou com o fulgor da língua portuguesa.

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