Nem tudo está perdido…

A disponibilização de centenas de médicos reformados para reforçarem os cuidados de saúde, cujos recursos se tornaram ainda mais escassos nesta situação de emergência, é um ato de grande generosidade e humanismo.

Quando os estudantes da Universidade, fechada para evitar situações de contágio com o coronavírus, superlotaram as discotecas, e numerosas pessoas, contrariando autoridades de saúde, se aproveitaram do Sol de março para uma ida à praia, julgamos que o País é habitado por loucos.

Mas, quando médicos reformados, idosos e mais vulneráveis, renunciam ao descanso e aceitam correr alguns riscos para fazerem o que sempre foi a sua profissão, cuidar dos doentes, é justo acreditar que o humanismo e a solidariedade os habitam.

Há nesta disponibilidade uma grandeza ética e um sentido de dever que enternece quem julgava que só o dinheiro e o poder comandam a vida. Os médicos que renunciaram ao merecido descanso, depois de uma vida de trabalho, para ajudarem os que se encontram em plena atividade, dão uma lição de grandeza ética que seria injusto ignorar.

É ocioso acrescentar encómios. Os atos definem quem os pratica.

Sei também de enfermeiros que já se ofereceram para os Centros de Saúde e Hospitais, apesar de a Bastonária, contrariamente ao dos médicos, se esquecer do apelo que devia.

Ponte Europa / Sorumbático

Comentários

Jaime Santos disse…
Os nossos jovens são uns idiotas, os nossos cidadãos seniores mostram a fibra de quem andou em guerras bem piores do que esta... Bravo para eles!

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