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Arábia Saudita - Humor

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Com vista à participação em Jogos Olímpicos, o reino reuniu um júri para selecionar as melhores ginastas e mostrar ao mundo que o Islão é compatível com a modernidade. Surpreendente, a deslocação da representação feminina foi cancelada!  Júri de seleção na Arábia Saudita, um dos países do Eixo do Bem

Arre, que é demais…

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Há quem julgue que os carros papais são propriedade de um inexistente clube de futebol do Vaticano, Sporting Clube do Vaticano (SCV 1), equívoco que as televisões podiam ter desfeito durante a visita do Papa, se não estivessem estado monotematicamente ao serviço obsessivo do PMM, Papa, Marcelo e Moedas. SCV 1 significa Stato della Città del Vaticano, Estado teocrático-clerical criado em 11 de fevereiro de 1929, pelo Tratado de Latrão entre a Santa Sé e a Itália, no Governo de Mussolini. O «1» significa o grau hierárquico do Papa no Estado de 44 hectares.

Opus Dei, poder e ideologia

A notícia sobre a adolescente que terá recuperado a visão após a comunhão na manhã de 5 de agosto em Fátima, no Ano da Graça em curso, há de ter surpreendido os incautos pela insistência no que julgavam obsoleto. Pareceu milagre gordo em tempo de escassa fé, mas a informação de que a espanhola participou na JMJ integrada num grupo organizado pelo Opus Dei ajuda a perceber. O Deus dos católicos pode dormir, o Opus Dei não. E pela-se por milagres! É altura de revisitar o Opus Dei porque o que marcará a Igreja católica e o futuro da sua mais nebulosa organização religiosa foi a corajosa reforma que implicou a redução da independência da Obra. Foi aliciante ver o Papa Francisco a vergar a prelatura de João Paulo II com a brandura que não foi usada para com os jesuítas que, aliás, sempre obedeceram a todos os Papas, enquanto a Obra se obstinou em capturar o poder papal. Foi JP2 que aboliu a secular eleição do padre-geral da Companhia de Jesus pelos padres da Ordem. Apesar da falta d...

M. – O PR (26) O beato censor

Bem confessado, absolvido e comungado M. – O PR ardia em ânsias pela visita quando, fintado pelo Papa, este lhe surgiu pela esquerda, ao nível do solo. Esquecera o protegido Moedas e duas crianças que trocaram as flores que levavam por dois terços que o Papa trazia. Já se apeara Madre Fátima Campos Ferreira, a soror Aura Miguel da RTP, ainda mais benzida, rezada e sacramentada, e M. – O PR ainda olhava a porta do avião. M. – O PR, enganado pela tripulação do avião papal, saída primeiro, ao dar-se conta do Papa a circular ao nível do solo, vindo detrás, atirou-se a ele e sacudiu-o com ganas. Foi a apoteose beata na exibição da fé para as filmagens. No tempo em que o aguardou, em delírio místico, há de ter pensado nas tropelias a que a sua natureza o obriga. Há de ter recordado a sua perversidade de censor ao serviço da Igreja, e julgado que o Papa lhe devia favores. Para quem se esqueceu do censor Marcelo, abro aqui um parêntese para recordar que, em 1994, o bispo Maurílio Gouveia, em n...

Uma nota do Papa Francisco que foi quase ignorada

  “Se quem recebeu um ensino superior – que hoje, em Portugal e no mundo, continua a ser um privilégio –, não se esforça por restituir aquilo de que beneficiou, significa que não compreendeu profundamente o que lhe foi oferecido”. (Papa Francisco – JMJ).
  HUMOR E RELIGIÃO (2) Por Onofre Varela O escândalo armado pela Igreja Católica à volta do programa de humor e diversão “Herman Zap!”, em 1994, levou à realização de uma Mesa Redonda na RTP, em horário nobre, tal era a importância da matéria em apreço. Discutiu-se aquele programa transformado em tragédia nacional pela Igreja, com um painel diversificado, do qual fazia parte Frei Bento Domingues e um professor universitário católico. Este, manifestou-se totalmente contra o programa de humor em questão, considerando-o demoníaco ou próximo de tal apreciação. Já Frei Bento Domingues (único interveniente que podia, licitamente, representar a Igreja por fazer parte dela) sublinhou estar ali particularmente, não representando mais nada nem ninguém, para além dele próprio. Pareceu-me ser o interveniente que teve a opinião mais lúcida. Declarou ter visto o programa e não ter encontrado nele nada que beliscasse a sua fé. Confessou que até lhe achou graça: “Aquilo tinha a ver com o meu riso,...

O PAPA E A CENSURA

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 Não se deve censurar o Papa, mesmo que não se goste do que ele diz. Afinal, não veio apenas para promover politicamente o obscuro Carlos Moedas que o PR se esforçava a mostrar.

Não gostaria de ser Papa

Se fosse Papa não teria sabido o que era amar sem temor e não teria, no ocaso da vida, a companheira para continuar a partilhar os dias e noites que nos trouxeram filhos e netos. Se fosse Papa não teria a reforma que já gozei, e teria de me sujeitar à coreografia que a teocracia me impusesse. Apesar de saber que não há outra vida além da que me coube, ainda em curso, teria de obedecer aos rituais da liturgia e ao guião da promoção de uma assoalhada para cada crente, no Paraíso, um condomínio sem endereço nem registo na Conservatória. E, se acaso acreditasse na pregação, teria de aturar representantes de Estados laicos com comportamentos desviantes. Podia encontrar desmiolados que me abanassem à chegada, sem medirem os riscos de um corpo frágil a ser agitado como se fosse um xarope da fé e devesse ser agitado antes de usado. Se fosse Papa, já se percebeu que jamais seria, teria de promover como substância ativa o placebo para o medo da morte e angústia que a fragilidade humana s...

Da série: Telecomunicações

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Uma delegação da empresa com excelentes comunicações com o Além serve agora a outra com péssimas comunicações com o Aquém:
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          Cartune de Onofre Varella
  Humor e Religião (1) Por Onofre Varela Entramos  em Agosto,  o mês de férias por excelência.  E mbora não partindo de férias para parte alguma  (faço-as em casa porque nestas minhas bandas caseiras o dinheiro está cada vez mais caro) , vou dar uma folga ao raciocínio e, nas próximas duas ou três edições (*), preench e rei este espaço com um texto já escrito há imenso tempo ,  que  adaptarei  para o efeito  e  dividirei por “episódios”, à laia das telenovelas  tão queridas do nosso amado Povo . É sabido que o riso  é  fundamental na manutenção da saúde.  Quem dá umas valentes gargalhadas diariamente e,  principalmente, se  consegue rir de si próprio, raramente está doente. Para além d este  valor profiláctico, o  sentido de humor  também  é sinal de inteligência; quem o usa consegue melhor qualidade de vida para si próprio e, invariavelmente, partilha-o com amigos, familiares e conhecido...

M. – O PR (25) JMJ

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A visita do Papa é uma visita de um chefe de Estado “Stato della Città del Vaticano” e deve ser recebido com as honras a que tem direito e o respeito que a função existe. É assim nas democracias e entre gente civilizada. Acresce que o Papa, chefe de um Estado confessional, é o líder religioso dos cristãos católicos, razão acrescida para, em Portugal, ser especialmente bem-vindo. Dito isto, convém advertir os católicos de que não têm o direito de transformar o Estado laico em protetorado do seu líder religioso nem de tolerar ao Presidente da República que exiba a sua fé. Talvez reconheçam o valor da laicidade quando a concorrência islâmica cometer os abusos que já ousa na Europa. Talvez, então, se deem conta do valor inestimável da laicidade para a preservação da democracia. A obsessiva presença de Marcelo junto do Papa não é obrigação protocolar nem ato de simpatia, é desvelo do vassalo perante o príncipe, o desnorte do exibicionista beato que julga conquistar o Céu com subserv...

Jornadas Mundiais da Juventude.

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Assisto à colossal operação de marketing da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) com a simpatia que merece um encontro de jovens de várias latitudes e culturas na sua manifestação de fé. Acresce que o Papa me é simpático e merecedor de respeito, assim como a religião onde, às vezes contra ela, floriu o ethos civilizacional da Europa. Dito isto, urge indignar-me pelo atropelo à laicidade a que a festa deu origem. Depois da vergonhosa Concordata a que a subserviência de Durão Barroso deu origem, pior do que a de Salazar, só faltava a militância beata do Presidente da República, a pusilanimidade do Governo e a leveza ética dos autarcas dos concelhos onde o Papa vai passar. O edil Moedas parece uma barata tonta que arrancou para novos voos depois de o PR ter falhado a impô-lo ao País. Os edis das redondezas, do PS e PSD, andam à cata de votos e de indulgências à custa de dinheiros públicos. O cúmulo da desfaçatez foi atingido pelo edil de Cascais que, num delírio pio, anunciou me...

JMJ

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Aviso aos clientes

JMJ

É gratificante ver jovens de várias latitudes e culturas a conviverem. Intolerável é a conivência do Estado laico com uma fé particular. E vergonha é ver o Presidente da República em voo picado para os aneis eclesiásticos.

O Papa e Carlos Moedas - Humor

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- E quem és tu, meu filho? - Santidade, fui eu que carreguei a cruz cristã na JMJ e coloquei um tapete muito bonito no palco. - Muito bem, meu filho. Vou falar bem de ti a Deus - E dá pra pedir o dinheiro do tapete a ele?

Humor – No restaurante

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Os filhos conflituavam, gritavam e quase se agrediam. O pai já esgotara a paciência e os argumentos. As ameaças não surtiam efeito. Por último, com voz grave ameaçou: Ou se calam já, ou levo-vos às jornadas mundiais da juventude!...   Foi remédio santo!!!!!!!

Rui Rio, a Justiça e a perversão dos sindicatos de magistrados

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Não bastavam as leis, a refletirem a classe que as produz, e os julgadores, a cuja origem são também fiéis. Acrescente-se o ativismo sindical do Ministério Público, talvez como corrente de transmissão da luta interna dos partidos. O silêncio que rapidamente se instalou após a humilhação pública e persecutória a Rui Rio é a prova cabal de que a Justiça escapa ao escrutínio da opinião pública, alimentada pelos média e do interior dos próprios partidos. O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) logo acusou os políticos de estarem a tentar condicionar a investigação criminal e o presidente da Associação Sindical de Juízes permitiu-se, a pretexto de uma alegada referência de Rui Rio a Viktor Orbán, numa reunião em que ambos estiveram, escrever no Público de 19 deste mês: «desconfio que se referia a um Orban Rio». Que atrevimento! O SMMP, que tem pressionado publicamente sobre a nomeação dos/as PGR, que não se conforma com a subordinação hierárquica, veio, depois da perseguiçã...
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              Cartune de Onofre Varella
“COM A RELIGIÃO NÃO SE BRINCA”, DISSE ELE. Por Onofre Varela Os dirigentes de partidos políticos, com especial incidência nos partidos da Direita, têm uma enorme incapacidade de perceber a vida dos pobres que alguns deles constantemente desrespeitam e oprimem. Está na memória de todos nós a infeliz frase de Assunção Cristas, proferida em época de eleições quando era concorrente, pelo CDS, ao lugar de presidente da Câmara Municipal de Lisboa: “Calço as galochas e vou aos bairros sociais”. A sua infeliz frase demonstrou que ela não sabe que um bairro social não é uma pocilga... e pior do que isso: imagina que é!… E imaginando-o, colocou num patamar muito baixo a dignidade de quem habita os bairros, esquecendo que a dignidade daquela gente é igual à sua. Ela só tem mais dinheiro e um curso superior... o que não é sinónimo de ser mais digna. Já Marcelo Rebelo de Sousa, com todas as suas demonstrações de carinho, levando ânimo a quem sofre, não pôde deixar de escorregar nas palavras e nas ...