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XXIV Governo Constitucional #montenegronaomarcelonunca

Depois de o Ten. Coronel António João Sant’Anna Gandra Leite d’Almeida, com dois apóstrofes, regressar à medicina e aos negócios com um louvor do ministro Nuno Melo, a condecoração de Marcelo, o arrependimento da ministra da Saúde e a preocupação dos médicos da Junta que lhe atribuiu 60% de incapacidade, o País ainda resiste e continua. Fica como metáfora deste governo, da sua gente e do PR que os levou ao poder, o teor do louvor ,  a medalha e a condecoração com que se premeiam os parasitas do SNS.

Ontem, no X (ex-Twitter)

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 Coloquei um post no X com o seguinte texto: assunto - Helena Ferro Gouveia Está uma mentirosa na minha TV. «Em Gaza nunca faltou água ou alimentos.  Há jornalistas que têm relações com o Hamas». E pagam-lhe para isto. Respondeu-me em tom de ameaça: «@camalees – Quem paga o quê a quem?  Prove porque a difamação é crime.  Reitero: nunca faltou água em Gaza, menos ainda há fome. O que em nada diminui o sofrimento dos inocentes palestinianos.  Parece-me quem tem um problema com os factos e a realidade é o senhor.  Uma excelente semana.» (A seguir bloqueou-me). – Não pôde ler o que escrevi: A D. Helena Ferro Gouveia bolçou esta resposta ao meu post e, depois da ameaça bloqueou-me. É esta indignidade sionista que denuncio. Reitera as mentiras que divulga.

Hoje, nos EUA

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  Grande e pequeno  Führer Um na plateia, outro no 2.º balcão.

Consummatum est – Trump tomou posse como 47.º Presidente dos EUA

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Há no simplismo dos slogans o apelo à irracionalidade de quem abdica da inteligência e troca a razão pelas emoções. Nunca um PR americano pôde ir tão longe na renúncia aos acordos internacionais, na irresponsabilidade dos seus atos e na imprevisibilidade das decisões. Com a insensibilidade de um batráquio e a visão política de um empreiteiro, o mundo ficará um lugar cheio de surpresas. A única garantia é não poder ser pior do que o antecessor, no belicismo que colocou o mundo à beira da catástrofe nas guerras na Ucrânia e no Medio Oriente. Sem garantias de que o pavor desapareça, não admira, que a memória do antecessor o tenha feito parecer a pomba que ocupou o ninho de um falcão. O homem tomou posse. Cheio de saúde, como se vê na radiografia. Resta saber o que vai sair dali.

Divagando 18 #montenegronaomarcelonunca

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No dia da tomada de posse do inominável Trump e a 406 dias de nos vermos livres de Marcelo tudo se conjuga para uma depressão coletiva. A emergência climática, a tragédia das guerras, o desvario dos governantes mundiais e o recrudescimento de nacionalismos e de fundamentalismos religiosos aliam-se na aposta de destruir o Planeta. Não há um módico de racionalidade. Em Portugal, onde o PM, antes de o ser, prometia o crescimento do PIB em 4% e a resolução dos problemas da Saúde em 90 dias, mostra que a única ambição era o poder. Há exercícios que faço ao acaso, comparar os atuais ministros com os que deixaram as condições de sobreviverem até ao Orçamento atual para mostrarem a sua fragilidade. Comparar a atual ministra da Saúde com Marta Temido é arrepiarmo-nos com o que nos poderia suceder na pandemia. Pior só a comparação de Montenegro com António Costa. Não falo de Paulo Rangel, homem de mão de Marcelo contra Rui Rio, que foi a Madrid a apelar à resistência nas ruas contra o governo do...
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                                                                                                                                  Cartune de Varella
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  SENTIR-SE E SER-SE OFENDIDO “ A clérigo sandeu parece-lhe que todo o mundo é seu” ( Provérbio Popular ) Por Onofre Varela A propósito de o Pa pa Francisco I condenar populismos e defender divorciados e homossexuais (tal como a imprensa noticiou há cerca de uma semana ), mostrando ser a primeira vez que o Vaticano tem na Cadeira de São Pedro um clérigo verdadeiramente sensível e fraterno na defesa d as liberdades individuais – limpando , com as suas atitudes e os seus discursos, a parte mais negr a da História que a Igreja Católica escreveu durante séculos – lembrei-me de um caso ocorrido em Fevereiro de 2016. Já lá v ão quase dez anos , mas o sentimento de escândalo que o tal caso provocou, c ontinua actual; por isso considerei dever ser lembrado . Ness a ocasiã o , p ara assinalar a aprovação da lei que permite a adopção de crianças por parte de parelhas do mesmo sexo (eu prefiro usar o termo “parelhas” em vez de “casais”, porque “ um casal” implica dois indivíduos...

Donald Trump toma posse amanhã com Elon Musk

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Donald Trump e a sua saúde

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Toma posse amanhã.

Vital Moreira sempre atento

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  sábado, 18 de janeiro de 2025 O que o Presidente não deve fazer (52): Uma condecoração indevida Publicado por  Vital Moreira Que merecimento especial no exercício do seu cargo ou que contribuição destacada à causa pública é que justifica a  condecoração presidencial da ex-PGR, Lucília Gago ?  Eu sei que as condecorações - que a I República procurou inicialmente abolir - se tornaram um ritual crescentemente desvalorizado pela sua banalização, sendo atribuídas com grande prodigalidade, incluindo, desde logo, todos os titulares de certos cargos públicos, independentemente do mérito no seu desempenho. Mas, no caso concreto, trata-se de premiar um mandato lamentável, em que a responsável máxima da PGR manteve a captura sindical-corporativa da instituição, deixou campear a violação sistemática do segredo de justiça na fase do inquérito e instrumentalizar a investigação criminal para efeitos de perseguição política e que culminou a sua atuação com o verdadeiro  golpe...

Ary dos Santos – 18-01-1984 (F.)

Há 41 anos apagou-se a voz do poeta que a morte levou aos 46. Ficaram os versos e aquela sonoridade inconfundível de quem os dizia como ninguém, sons que resistem enquanto for nosso o tempo que tivermos e a memória que nos acompanha dos poemas que escreveu. Exuberante, intenso, lapidar na forma e na substância com que fez da poesia arma e dos versos balas, Ary dos Santos continua vivo nas canções de Simone de Oliveira, Amália, Carlos do Carmo e Fernando Tordo. E de todos os que amam a poesia. Retrato do Herói Herói é quem num muro branco inscreve O fogo da palavra que o liberta: Sangue do homem novo que diz povo e morre devagar de morte certa. Homem é quem anónimo por leve lhe ser o nome próprio traz aberta a alma à fome fechado o corpo ao breve instante em que a denúncia fica alerta. Herói é quem morrendo perfilado Não é santo nem mártir nem soldado Mas apenas por último indefeso. Homem é quem tombando apavorado dá o sangue ao futuro e fica ileso pois l...

Outra carta de um filho ao pai desavindo (fotocópia clandestina).

Senhor meu pai, meu dileto: Não calculas como sofro com o teu silêncio! Não me respondeste à última carta e não me atrevo a telefonar-te enquanto não me enviares a bênção. E desconfio do WhatsApp cujo encriptamento pode ser decifrado pelos nossos inimigos, que devassam a conversa, como fizeram com os emails da nossa perdição. Não calculas, senhor meu pai, o que dizem nas redes sociais, mesmo alguns dos que te devem os cargos! Que és um construtor de cenários, escorpião, tartufo e catavento! Que és capaz de tudo por vingança, narcisismo ou ambição! É mentira. E os nomes que te chamam, que nunca se dizem em público, são linguagem de almocreve. Até dizem que as fitas que dependuras ao pescoço das pessoas são para pagares favores e comprar fidelidades. São uns malvados! Sabes que tens sempre a minha casa, agora que já não temos aqui a do sr. Ricardo, mais sumptuosa, e espero que não te ostracizem como a ele, que era tão bom para nós. Senhor meu pai, quando te reformares do empreg...

A condecoração da ex-PGR

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  Foi público o golpe e discreto o agradecimento. (1 ano, 2 meses e 9 dias depois).

O Banco de Portugal e o Governo de Montenegro

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A mesquinhez do ministro das Finanças, Miranda Sarmento, para Mário Centeno, que julgava candidato a PR, decidiu-o a reunir a comissão de vencimentos do BP, porque não reunia há 12 anos. Presume-se que por culpa do atual governador. Ora, sendo verdade (presumo) que a referida comissão não reunia há 12 anos, esqueceu o militante do PSD que nos primeiros 8 anos do período referido era governador Carlos Costa, renomeado pelo governo de Passos Coelho, não se vendo a urgência ou necessidade do ruído. Hoje, depois do desaparecimento das razões que levaram aos ataques gratuitos, foi tal a raiva que logo o governo transmitiu (em off) aos media a intenção de não o reconduzir. Talvez se arrependa quando confrontado com a leviandade de substituir um governador que cimentou o prestígio na Europa. Já tinha causado dissabores ao ora candidato a PR, Marques Mendes, que profetizou da tribuna de comentador que a hipótese de Centeno ser presidente do Eurogrupo, era uma piada do 1.º de abril. E foi mesmo...

A opinião de um notável constitucionalista. Vital Moreira

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coMO AQUI DEFENDI HÁ DIAS: quinta-feira, 16 de janeiro de 2025 Laicidade (15): 50 anos depois, o "Estado Novo" sobrevive... Publicado por  Vital Moreira 1.  Há dias o jornal  Público  tinha toda a razão em colocar em manchete  o facto de, pela primeira vez desde o 25 de Abril, o Cardeal-Patriarca de Lisboa não ter sido convidado para a sessão inaugural do ano judicial , como era uso, em flagrante violação do princípio da separação entre o Estado e as religiões. Porém, hoje haveria razões inversas para o jornal colocar em destaque a fotografia acima, que pirateei do Facebook, em que membros da CM de Faro e do Governo inauguram a nova ponte da chamada Ilha de Faro, recuperando a benção religiosa, à maneira antiga.  Ora, a mistura da Igreja Católica em atos públicos - com o evidente agradecimento desta pelo privilégio - não é somente uma provocação aos cidadãos presentes que não são crentes ou que são crentes de outras religiões, mas também aos muitos católico...

A religião, a política e a ressurreição

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A ressurreição é improvável, mas, em política, surgem avatares de demónios extintos, e “a História repete-se pelo menos duas vezes” (Hegel), mas a falta de memória permite que seja «a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa» (Karl Marx).

Portugal e a divisão administrativa

Portugal nunca conseguiu fazer a necessária regionalização quando a deriva madeirense e açoriana não tinha ainda criado os anticorpos que a inviabilizaram no Continente, mas não têm faltado tentativas bem-sucedidas de multiplicar concelhos e freguesias ao sabor do bairrismo e dos oportunismos partidários para atrair votos. Portugal tem hoje 308 concelhos e 3091 freguesias (2882 no Continente + 155 RAA + 54 RAM), divisão a que falta racionalidade e sobra despesa pública improdutiva. Durante a Troica, para cortar despesas, foi imposta a redução de autarquias, exigência que devia reduzir o número de concelhos e acabou destinada à aglutinação de freguesias com redução mínima do número dos seus autarcas. Não são as juntas de freguesia que evitam o despovoamento que a administração central não evitou, mas servem para avivar bairrismos e das 1168 então extintas regressam 350. O que surpreende é a unanimidade partidária da proposta que a AR vai discutir / votar. Até pode ser boa lei, m...

Até que enfim!

A cerimónia de abertura do ano judicial sem representação da Igreja Católica não devia ser notícia. Revela apenas que a legalidade constitucional nunca foi cumprida. Desta vez o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o procurador-geral da República e a bastonária dos advogados entenderam que não se justificava a presença de um representante da Igreja. Com a Constituição (CRP) a vigorar desde 2 de abril de 1976, parece impossível que só agora passe a respeitar-se o seu carácter laico. Mas vale mais tarde do que nunca e não pode deixar de felicitar-se quem decidiu que a CRP é para cumprir. Aqui fica, pois, o meu aplauso.

Carta de um filho ao pai desavindo (fotocópia clandestina).

Senhor meu pai, meu querido pai: Sei que te desgostei e não merecias. Sei como sofreste com o teu pai e o teu sogro, meus queridos avós, quando viste ruir o mundo das nossas famílias no turbilhão que varreu o país e o amputou de Cabo Verde a Timor e difamou os portugueses de bem. Sei do desprezo a que os meus avós foram votados e da felicidade com que me casaste com a Rita para não teres netos com sangue jacobino ou oriundos da plebe. Sei que sofreste em silêncio o desejo de reconduzires o País aos santos e retos caminhos que a Providência lhe destinou com o pragmatismo de um líder e martírio de santo. Sei que não me perdoas o divórcio da noiva que me escolheste e te deu quatro netos e o pecado de dissolver o casamento canónico e, ao contrário de ti, perigar a alma para não viver em mancebia, pecado mais venial do que a ofensa ao sacramento do matrimónio. Sei que não fiz jus ao esmero de me afastares da escola pública e seus perigos, quando a plebe aí ascendeu, doze anos do secundário ...

Mein Kampf – (A Minha Luta, de Adolf Hitler) e a democracia

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Mein Kampf, referência do nazismo, faz a apologia da ideologia que uniu totalitarismo, ódio racial, nacionalismo e xenofobia, e inspirou os crimes em nome da pretensa pureza da raça e do espaço vital de uma nação. É um manual terrorista cuja ideologia fez mais de 60 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial (1939/45). Hitler, execrável panfletário, apelou aos instintos mais primários dos alemães e levou a ideologia a países que hoje esquecem a sua cumplicidade. Foi ele que ensanguentou o mundo a que Franco e Salazar sobreviveram por incúria dos Aliados. Após o suicídio teve ainda direito a missa de requiem, ordenada pelo cardeal Bertram, na Alemanha, e a luto oficial, em Portugal, decretado por Salazar. Denunciar o nazismo e levar a julgamento quem incite ao crime ou insista no racismo é usar a lei e os Tribunais, para punir quem reincide na promoção de crimes contra a Humanidade, e um dever de todos. Proibir o livro é injusto, gratuito e contraproducente. A história do nazi-...