Anda por aí um homem singular…, perdão, "invulgar"!

As cerimónias do 25 de Abril, em Belém, decorreram sob a bandeira da necessidade de encontrar “soluções convergentes” entre as forças políticas e da busca de um clima de unidade.
Pedro Passos Coelho esteve presente nesta cerimónia e ouviu os apelos.

Uma vez acabada a cerimónia surge a primeira atoarda: interpretou os "apelos de Belém" como um incitamento a uma nova “União Nacional” link . Leu mal a História, provavelmente às escuras e daí decorre uma interpretação enviesada sobre o anterior regime, o que se reflecte na avaliação estapafúrdia que faz. O que não é propriamente um cartão de apresentação para um homem com as suas ambições políticas.
Hoje, suponho que para emendar a mão, iniciou uma nova fase de abertura aos partidos. Não será nenhuma novidade. O PSD sabe - como de resto o País - que a presente intervenção externa exige compromissos interpartidários pré-eleitorais. Compromissos que se estendem aos integrantes do chamado “arco do poder”, já que o PCP e o BE se puseram de fora, melhor, não subscrevem o pedido de auxílio e rejeitam "conhecer" as diligências em curso, numa aparente fuga à realidade.

Mas, para não ficar mal na fotografia, PPC condiciona esse entendimento com os outros partidos. Para que ele [qualquer entendimento] exista será condição sine qua non a exclusão de José Sócrates. Um político que tem no interior do PS a sua legitimidade refrescada pelo último Congresso. Esta intromissão às entranhas de um partido adversário na próximidade das eleições é, para ser comedido, singular.

Mas existem mais condições. Para que essa concertação funcione é necessário o País escolher a “mudança”. Isto é, para o putativo dirigente, o eleitorado deverá transformar o PSD no partido maioritário. Uma condicionante ainda mais vasta [sobre os cidadãos eleitores]. Só faltou dizer o que deverá ser feito se tal não acontecer. Na verdade, os votos não estão contados. Todavia, é possível adiantar a postura do PSD. Se não for o PSD a liderar o actual dirigente regressa a penates. E aí temos um grave problema. Como é usual no PSD o líder seguinte “renasce das cinzas” e passa por cima do que a anterior direcção acordou. E voltamos à crise política e a todas as consequências financeiras, económicas e sociais.
Ficamos, a verificar-se este cenário, a um passo do total descrédito perante a UE. Um descrédito amanhado por um homem que se julga com “algum crédito para gastar...”. link

"Invulgar" este homem e esta estratégia. Existe outro nome para estes malabarismos tácticos: chantagem eleitoral!

Comentários

Anónimo disse…
puto

ainda não percebeu que a hora de recreio acabou quando governo foi demitido na assembleia

depois de ja o ter sido de facto, pelo venerando no seu discurso de posse...

a factura está aí, na evolução das taxas de juro, dos ratings...

mas isto foi tudo enquanto rapazinho andava nas revistas cor de rosa...

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ele continua sem pereceber NADA!!!

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