PPC: “Supérfluas” ocultações e levianas confusões…

Cartoon publicado no "Notícias de Vila Real"


Os regimes democráticos devem ser participados, abertos e límpidos. Têm regras, objectivos, finalidades e, também, repulsas. Por exemplo, rejeitam ou lidam mal, com os secretismos e com as ocultações.


As razões invocadas por Pedro Passos Coelho para manter em “segredo” o encontro do dia 10 de Março [véspera da apresentação do PEC IV] com o Primeiro-Ministro só serão válidas e convincentes para o próprio. De resto, não passa de uma grosseira ocultação. E tanto mais incompreensível quando se verifica que esta ocultação foi utilizada como arma de arremesso político, no desenrolar da crise que levou à demissão do XVIII Governo constitucional.


Para um “homem invulgar” [Felícia Cabrita dixit] será estultícia pensar que em alguma circunstância possa considerar os partidos políticos como clubes privados [onde a actividade interna só diz respeito aos associados]. Na verdade, aos partidos políticos também se exige uma outra qualidade: transparência. Qualquer ocultação que venha posteriormente a ser denunciada torna-se irreparável e injustificável. As omissões embrulhadas em grosseiras imprecisões não são mais do que toscas e “supérfluas” mentiras. Tanto mais toscas quando partem de um dirigente que se farta de clamar pela verdade.


O diálogo – em democracia – nunca pode ser considerado uma “matéria supérflua”link

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