Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Mas, no post anterior deste blogue, diz-se que tal está a ser feito "de acordo com uma Lei"...Ora não podendo uma eventual nova Lei ser retroactiva, as perguntas a fazer só podem ser: quem é o responsável por essa lei (de 2007)? Qual foi o objectivo da norma aplicada?
Sei que o espião trabalhou para a Ongoing e que tem um processo em curso. Espero que o processo não termine pois sobre a bondade da lei invocada não tenho preparação para a discutir.
Esta informação do Decreto-Lei de 85 é uma achega importante ... e pode ser clarificadora de alguma confusão que a situação tem gerado. Mas é velho que em Portugal sempre se legislou mal (Cavaco dixit) e muitas vezes por encomenda.
Cavaco fala por experiência própria de quando foi PM.