A Presidência do Conselho de Ministros é o depósito geral de adidos.
Quando um espião perde a confiança dos que serviu e ameaça traficar a influência, à míngua de tribunais, o melhor é mantê-lo ao serviço.
Foi assim que Silva Carvalho viu criada uma sinecura pessoal na dependência formal do PM, com vencimentos retroativos desde 1 de dezembro de 2010.
Na impossibilidade de se exigir o cumprimento do segredo profissional, compra-se.
Comentários
Mas, no post anterior deste blogue, diz-se que tal está a ser feito "de acordo com uma Lei"...Ora não podendo uma eventual nova Lei ser retroactiva, as perguntas a fazer só podem ser: quem é o responsável por essa lei (de 2007)? Qual foi o objectivo da norma aplicada?
Sei que o espião trabalhou para a Ongoing e que tem um processo em curso. Espero que o processo não termine pois sobre a bondade da lei invocada não tenho preparação para a discutir.
Esta informação do Decreto-Lei de 85 é uma achega importante ... e pode ser clarificadora de alguma confusão que a situação tem gerado. Mas é velho que em Portugal sempre se legislou mal (Cavaco dixit) e muitas vezes por encomenda.
Cavaco fala por experiência própria de quando foi PM.