A Grécia e os incêndios

As catástrofes naturais aumentam de frequência e intensidade em todo o Mundo, enquanto a imprevisibilidade se agrava.

Perante a dimensão da tragédia grega, escasseiam palavras. Exige-se a solidariedade de todos, e o silêncio dorido é o mínimo que a memória das vítimas exige.

A calamidade dos mortos e feridos, o sofrimento e o pânico de quem se viu envolvido por esta tragédia colossal devia alertar-nos para o que tem sido feito contra o Planeta. Não há dúvidas sobre o aquecimento global e os danos que poderão torná-lo inabitável. Cada um de nós deve interrogar-se sobre o que pode fazer ainda.

Deixemos aos necrófagos a exploração da tragédia. O respeito pela dor alheia exige-nos atos de solidariedade para com todos os que estão a sofrer um drama sem precedentes.

Uns reprimem lágrimas e sufocam os gritos de horror, outros exploram as desgraças alheias, mas quando não sabemos o que fazer, devemos calar-nos, e escutar em silêncio os gemidos dos que sofrem.

Comentários

Manuel Rocha disse…
Caro Carlos Esperança,

Com toda a consideração e frontalidade, tenho de lhe dizer que lamento que o seu post não se tenha limitado ao último parágrafo.

Com efeito, convocar as "alterações climáticas" para a análise de uma catástrofe anunciada ( incêndio de verão dentro de uma urbanização informal plantada dentro de um pinhal mediterrânico ) não me parece sério, tanto mais que os indicadores do tempo à data da ocorrência, em nada diferiram do que é expectável em Julho na região.

Cumprimentos,

MR

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