Portugal necessita de muitas coisas que - ao contrario do anunciado pelos velhos do Restelo - a sociedade (civil, militar, religiosa, etc.) tem capacidade, num clima de abertura e democrático, para produzir e realizar o bem-estar de todos. Há, todavia, uma coisa que é perfeitamente dispensável. Não necessitamos da recidivante pacovice de alguns cuja boçalidade e incultura acabou por traumatizar e inibir os cidadãos. Revelou-se inábil até para fingir que tem 'preocupações sociais'... Suponho que a natalidade em Portugal diminuiu por variadas razões - uma delas a possibilidade de planeamento familiar - mas a 'tirada' de Cavaco levanta um outra hipótese que suspeito não terá sido inventariada. Os portugueses e as portuguesas contiveram-se na proliferação da espécie (e do agregado familiar) pelo pavor da desgraçada sombra que o ex-inquilino de Belém projectava sobre o futuro dos cidadãos... Cavaco devia saber que não pode vestir as vestes de um profeta quando na despedida de funções só soube augurar desgraças para torpedear o sistema democrático. Já que estamos a falar de procriação convém recordar que a sua maior maestria revelou-se na profética disseminação de desgraças.
Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
[figura retirada daqui ] PASSOS COELHO DEFENDE RESPONSABILIDADE CRIMINAL PARA GOVERNO... "O líder do PSD, Pedro Passos Coelho. defendeu sexta-feira à noite que quem não cumprir o Orçamento do Estado deve ser responsabilizado civil e criminalmente. Foi num encontro com militantes do PSD em Viana do Castelo." RPT – 06.11.2010 link Se houvesse prémio para o ridículo, ou se os insistentes ataques de verborreia abafassem os estólidos ruídos de comportamentos néscios, poderíamos ter aqui um argumento para um novo filme sobre aspectos trágicos da história portuguesa contemporânea. Na verdade, começam a ser preocupantes estes dislates. Mais, revelam um preocupante alinhamento pela linha dura do Centro Direita, no âmbito nacional e europeu. É uma versão paroquial e empobrecida da linha Merkel , para quem a punição dos Governos [e dos Países] pelos eventuais deslizes orçamentais é o supra sumo da ética política e a cura para os desvarios financeiros – habituais instrumentos de manipul...
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Há, todavia, uma coisa que é perfeitamente dispensável.
Não necessitamos da recidivante pacovice de alguns cuja boçalidade e incultura acabou por traumatizar e inibir os cidadãos. Revelou-se inábil até para fingir que tem 'preocupações sociais'...
Suponho que a natalidade em Portugal diminuiu por variadas razões - uma delas a possibilidade de planeamento familiar - mas a 'tirada' de Cavaco levanta um outra hipótese que suspeito não terá sido inventariada.
Os portugueses e as portuguesas contiveram-se na proliferação da espécie (e do agregado familiar) pelo pavor da desgraçada sombra que o ex-inquilino de Belém projectava sobre o futuro dos cidadãos...
Cavaco devia saber que não pode vestir as vestes de um profeta quando na despedida de funções só soube augurar desgraças para torpedear o sistema democrático.
Já que estamos a falar de procriação convém recordar que a sua maior maestria revelou-se na profética disseminação de desgraças.