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MOEDAS, Marcelo e o 25 de novembro. É preciso avisar a malta!

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Marcelo, depois de falhar o lançamento de Durão Barroso para a sucessão, pode falhar a aposta de Moedas para PM, mas não desiste. Afastou Rui Rio, líder indisponível para mordomo de Belém, e apostou em Montenegro. Falhou de novo. Quis afastar o PS do Governo, em tempo útil, antes do cinquentenário do 25 de Abril, e também falhou. Resolveu seguir o conselho do amigo Ricardo Salgado, “ativem o Moedas”, homem do Banco Goldman Sachs que Passos Coelho fez comissário europeu, e que o PSD, o ACP (Automóvel Clube de Portugal) e ele próprio, ajudaram a ganhar a Câmara de Lisboa. Moedas graças à visita do Papa e à máquina de propaganda que, até aí, falhara, é agora o aglutinador da direita com a extrema-direita, e o eco de Belém. Esganiçou a voz para no 5 de Outubro anunciar a comemoração do 25 de novembro, mas não quer glorificar os vencedores desse dia, quer reescrever a História para os desígnios próprios e do PR, ambos silenciosos quando o PSD suprimiu os feriados das datas identitárias ...

Fotografias da série: «Os outros é que oprimem as mulheres».

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Hoje, dia do 117.º aniversário do nascimento de Hannah Arendt, seria interessante ler a barbárie israelo-árabe através dos olhos da filósofa e de refletir sobre «As origens do(s) totalitarismo(s)”.

A iluminação da AR

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  Não se pode combater o antissemitismo com a exaltação do sionismo.

Imagens do salazarismo

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 Da série: Antigamente é que era bom.

A sondagem do Expresso, o PR e outros atores

A mais importante conclusão da sondagem é a recuperação da esquerda e a maioria que recupera, com a concomitante erosão da direita. Saber se essa maioria tem condições para formar um governo é outra coisa. O fracasso de Marcelo no combate ao Governo é a evidência que o impede de dissolver antecipadamente a AR, ambição clara manifestada no patético discurso de posse em que não conseguiu disfarçar o incómodo da maioria absoluta nas eleições que precipitara.  Realizada em ambiente de forte contestação social, apoiada por forças de direita que se uniram às reivindicações das diversas classes profissionais, só o efeito da boa situação económica e financeira justifica a resistência do PS. Crescimento do emprego, aumento das pensões e das prestações socias assim como medidas para atenuar os malefícios da inflação e da subida de juros estão certamente na origem dos valores da sondagem. O PSD, a principal vítima do ativismo do PR, em vez de se distanciar do narcisista que lhe destrói as lid...

O casamento real e a indigência dos plebeus

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Ontem, no apontamento de quem não viu qualquer imagem do circo montado em Mafra, apenas baseado na informação dos jornais, provoquei o azedume de aspirantes a barões e viscondes, extasiados com o desfile de descendentes de servos da gleba que, dentro do fraque, se julgaram condes e marqueses, capazes de se tornarem duques. Até senhoras que construíram a sua vida à custa do trabalho reclamaram, imaginando-se princesas do conto de fadas que as revistas do coração vendem. Não sabia que os parasitas que vivem a fantasia de títulos extintos há mais de um século podiam ter ainda tantos apoiantes capazes de trocar a honra pela vassalagem e de levar a sério os atores de uma inofensiva comédia que dignitários da República coreografaram. Mas se os dignitários exoneraram a honra e a decência pela atenção mediática e aceitam ser pajens, há quem não tenha alma de vassalo e mantenha a lucidez. Pensa-se que o sr. Duarte Pio pode dar o título de duque ao genro, tal como em 2006 tornou cavaleiros...

Maria Francisca Isabel de Bragança, Infanta de Portugal, duquesa de Coimbra, casou-se no sábado com um Duarte plebeu.

Quem é a família da noiva casada na presença dos filhos do Grão-Duque do Luxemburgo, dos representantes das famílias reais do Liechtenstein e da Bélgica, a realeza dos pequeninos, e da ignota nobreza italiana e dos países do sul? Os súbditos conhecem-lhe o pai: Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança. Parece uma lista avulsa de nomes, mas é um rol com que o titular exibe a ascendência miguelista. Por lei é apenas Duarte Pio de Bragança, amputados o João e três arcanjos com que se ornavam os príncipes da Casa de Bragança. E o avô: Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo António de Bragança, imigrante em Portugal em 1953, três anos depois de a Assembleia Nacional ter revogado a lei do banimento, por ordem do ditador Salazar e interferência dos monárquicos fascistas. No regresso foi-lhe cedida uma residência disponibilizada pela Fundação da Casa de Bragança com a autorização do déspota, monárquico por convicção e ditador por vocação. O pa...

José Saramago – 25.º aniversário do Nobel da Literatura

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Há 25 anos, José Saramago, o maior ficcionista português do século XX, foi laureado com o prémio Nobel da Literatura, o Nobel do nosso contentamento. A Igreja rangeu os dentes. O Papa que se indignou, JP2, já é santo. O censor Sousa Lara regressou à Universidade, de onde convidaria Passos Coelho para catedrático. O PM esperou durante anos uma reunião na vivenda de Ricardo Salgado para Marcelo e Durão Barroso o levarem a PR. Hoje, Saramago não precisa de panegiristas, merece apenas ser lido com a sedução que inspira, o prazer que transmite em cada página e a descoberta da riqueza da língua que o notável criador lavrou. Ao indizível prazer da leitura do gigante literário que é José Saramago junta-se o deleite pelo azedume que provocou o seu êxito e a animosidade de que ainda é alvo. L'Osservatore Romano, diário do Vaticano, escreveu quando B16 era líder da Empresa: “Saramago é, ideologicamente, um comunista inveterado” e, alguns dias depois da sua morte, distinguiu-o com os e...

Israel e o Hamas

Náusea, revolta e desolação são os sentimentos que se fundem perante as imagens de carnificina dos terroristas do Hamas. Nunca, como hoje, me senti tão solidário com o povo de Israel e com tamanha certeza de que a causa da Palestina não podia ter maiores adversários do que os que medram nas madraças do fascismo islâmico.

Batalhão de Caçadores 1936 – Queridos camaradas de Catur e Malapísia:

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Há 56 anos, a bordo do Vera Cruz, deixámos familiares inconformados a acenarem no Cais de Alcântara, por entre as fêmeas sorridentes do Movimento Nacional Feminino, bufos, rebufos e outros biltres da ditadura. Foi a mais inútil viagem das nossas vidas, para perdermos ingloriamente alguns dos que foram e regressarmos os que sobrámos, a sangrar por dentro, 26 meses depois. Não sei quem decidiu marcar estes almoços, já o 31.º, no sábado da semana da partida. Foi tão triste que só a chegada devia ser recordada, mas o que nos traz é a reunião da família que somos, da única que tivemos durante 28 meses, cada vez mais impacientes do reencontro anual, à medida que sentimos que vão faltando camaradas e temos cada vez menos tempo para chorar os que partiram e abraçar os que ainda vêm. No último ano faleceram, dos que tivemos conhecimento, o Garrento, o Serra, o Aristides e, já nesta semana, o nosso camarada Joaquim José de Jesus Marques, então capelão, professor depois, honrado cidadão e d...
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                                                                                                                                                                  Cartune de Onofre Varella
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Cartune de Onofre Varella
  SER-SE COMO SE É Crónica de Onofre Varela H á sempre razões para cada um ser como é e não de outro modo. Nada acontece por acaso. O próprio acaso, por si só, é o resultado da soma de “vários acasos”. O acaso é como a tinta na paleta de um pintor quando consegue a cor verde misturando azul com amarelo. Mas o verde assim conseguido não é um acaso fortuito … é sempre o resultado lógico de reacções físicas, químicas e matemáticas. Se cada cor tivesse menos ou mais quantidade, já o verde conseguido (o “acaso” que daí resultava) seria outro!… As razões de sermos como somos, encontram-se no tempo imediatamente anterior a nós e repousam no fundo da arca da nossa vida. Se remexermos nela encontra-mo-las. Depois delas, vêm oportunidades de vida, percursos académicos e profissionais, realidades geográficas e antropológicas do meio que nos envolveu, ensinamentos familiares, interesses particulares e mera curiosidade, são algumas das outras razões que nos formatam, e às quais se acre...

6 de outubro – efemérides negras

1978 – A França concede asilo político ao dirigente religioso iraniano Ayatollah Khomeini, expulso da Pérsia. - Devia tê-lo devolvido ao ditador Reza Pahlevi. 1979 – O presidente dos EUA, Jimmy Carter, recebe João Paulo II. Pela primeira vez um líder do Vaticano entrou na Casa Branca. - Criaram-se as condições que permitiriam a João Paulo II a amizade com Reagan e Thatcher. Os três, em franca cumplicidade, deixaram em herança o ultraliberalismo que nos asfixia. 1985 – Eleições legislativas em Portugal. Cavaco Silva obtém a primeira de três vitórias consecutivas do partido. - Foi o começo de um retrocesso democrático que não deixaria de acentuar-se. 1991 – Cavaco Silva obtém a segunda maioria absoluta do PSD nas eleições legislativas portuguesas. - Para isso foi perdulário no aumento dos funcionários públicos, o que levaria Cadilhe a chamar-lhe o «pai do monstro». 1999 – Morre a fadista Amália Rodrigues, a melhor voz da vida de todos nós.

A FRASE

"Como foi possível, perante tudo isto, pressionar Kiev a avançar e a mandar os seus filhos para o “picador de carne”, vendendo às opiniões públicas que era possível uma vitória? Mais sinistro ainda é sermos confrontados com alguns “especialistas”, que depois de estar na cara que as tropas ucranianas vão ser derrotadas, ainda continuam a tentar iludir as suas audiências com cantos de sereias." (Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 04/10/2023)

Viva a República!

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HOJE, 113 anos volvidos sobre a implantação, com a Câmara de Lisboa e o Palácio de Belém ocupados por indivíduos de duvidoso republicanismo, assistimos à ameaça em vez da celebração, da varanda onde a República foi proclamada. Os atores pareciam o cónego da Sé e o regente do República, o primeiro, um fidalgote que os munícipes promoveram, e o último o cardeal que a Pátria ungiu. Não foi uma celebração, foi traição, com o cónego a anunciar uma data secundária para comemorar Abril e o cardeal, na pele de Paiva Couceiro a presidir à República, talvez a desejar que o 28 de maio seja comemorado, a ameaçar “ou mudamos agora a bem (…) ou essas mudanças acontecerão contra nós [ou vós?] e a mal”. O cardeal foi promotor da candidatura a PR de quem rasurou do calendário dos feriados a emblemática data do 5 de Outubro e o cónego veio afirmar que “todas as datas são importantes”, talvez o 28 de setembro ou o 28 de maio. Há quem faça da História uma leve ideia e ignore o carácter emblemático...

Porque nesta noite, há 113 anos, nasceu a madrugada do 5 de Outubro:

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O 5 DE OUTUBRO, A REPÚBLICA E O DECORO – Manifesto do MR5O   A Revolução de 5 de Outubro de 1910 é a marca identitária do regime e uma referência da liberdade. Nessa data, os heróis da Rotunda redimiram Portugal da monarquia e da dinastia de Bragança, e foram arautos da mudança numa Europa que rejeitou os regimes anacrónicos ou os remeteu para um lugar decorativo. Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que rejeitaram ser vassalos, aos visionários que quiseram o povo instruído, aos patriotas que impuseram a separação da Igreja e do Estado. Os revolucionários de 1910 anteciparam, por patriotismo, a queda de um regime esgotado e abriram portas para uma democracia avançada que a Grande Guerra, as conspirações monárquicas e clericais e os erros dos governantes sabotaram. O 5 de Outubro de 1910 não se limitou a mudar um regime, foi portador de um ideário libertador que as forças reacionárias se esforçaram por boicotar. As leis do divórcio, do registo civil obrigatór...

Para memória futura

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 Da série: Muitos ainda não eram nascidos. A avaliar pelos vencimentos.

PARA MEMÓRIA FUTURA

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Para quem julga viver no pior dos países, deprimido pelos noticiários e intimidado pelos diretos televisivos, aqui fica um motivo para pensar que nem tudo corre tão mal como alguns se esforçam por transmitir.

Podia desrespeitar?

 Ucrânia diz que respeita o resultado das eleições na Eslováquia A Ucrânia "respeita a escolha do povo eslovaco", disse hoje o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, em reação à vitória nas eleições legislativas do partido populista, contrário à ajuda militar a Kiev. (LUSA)