O futuro energético de Portugal

Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto - CNAAA - Brasil

A enorme dependência energética de Portugal, particularmente de combustíveis fósseis cuja exaustão está por décadas, e os sucessivos aumentos de preço que levaram ontem o barril a transpor o preço de US $60, não pode deixar de interrogar os portugueses sobre as medidas a tomar.

Sei que a energia nuclear é um assunto tabu e uma ideia maldita, que os amigos do ambiente e os politicamente correctos se preparam para crucificar a ideia e os seus proponentes, que os partidos políticos vão falar da energia eólica, dos recursos hídricos, das ondas do mar e da energia solar.

Não duvido da possibilidade de um melhor aproveitamento das energias alternativas, incluindo a solar, o hidrogénio e o gás natural.

Infelizmente, até hoje ainda ninguém me deu uma alternativa que permita manter os níveis de conforto actuais sem hipoteca à dependência do petróleo.

Será chegada a altura de discutir seriamente a energia nuclear, sem anátemas nem recriminações?

Carlos Esperança

Comentários

Anónimo disse…
Então mas há alguma dúvida? No futuro se a humanidade não enveredar por um corte radical no consumo de energia só há uma alternativa: energia nuclear. As chamadas energias alternativas não passam de brincadeiras de crianças comparado com as necessidades de consumo, sempre crescente, desta nossa civilização da treta.
desanimado disse…
Sem anátemas nem recriminações vai valer tudo. Ao ponto a que chegámos ou nos fizeram crer que chegámos, não há anátema que nos valha ! E os queridos PS's estão na linha da frente para não recriminar coisa alguma ...
Mano 69 disse…
Já que estamos na matérias energia nuclear que tal os membros deste belogue escreverem sobre a bomba atómica largada pela Ministra da Educação!

Fica tudo calado? Ninguém diz nada? Os Açores não são Portugal? Ou foi um "lapsus linguae" da política? E se a ministra fosse do PSD?

Fico a aguardar a continuação da querela.
Anónimo disse…
Devemos pensar nela quanto antes.
Anónimo disse…
este 69 queria era um ....
bm disse…
Energia nuclear em Portugal:
Só não há, pela total falta de visão estratégica dos governos das duas últimas décadas.
Como com o 1ºciclo/básico do PM, que acabo de ouvir na AR. Uma revolução, se for até ao fim.
Quanto à expressão da Ministra sobre o tribunal dos Açores, há coisas mais importantes, muito mais. Aliás, nada tem a ver com este assunto. Aliás, bem menos grave do que os frequentes desabafos do Presidente de um Governo regional da República.
Um país pobre como a Bélgica pode ter energia nuclear, e usar a solução de Sócrates para nos livrar do lixo/cimenteiras, nós aqui somo especiais. De oposição e de corrida.
Vitor Manuel disse…
De facto este assunto começa a estar na ordem do dia. Devia ser aberta uma discussão séria sobre o assunto. Embora seja de facto assunto tabu para os ambientalistas, penso que nada se perde em avaliar a situação, pois como disse a grande dependência que o nosso país têm do petróleo assim o exige.
Carlos Felício disse…
Já antes tinha lançado neste espaço o desafio a este debate. Porém, na altura, levei "porrada" e ninguém pegou na ideia. Fico feliz pela iniciativa.
Anónimo disse…
Uma boa iniciativa para a revalorização do interior de Portugal, uma visão inegavelmente estrategica pela opção de uma energia mais limpa e se quisermos mais segura, com enormes vantagens competitivas quer no repovoamento de zonas desertificadas, quer no aproveitamento de investimento espanhol se pensado na "linha" de centrais nucleares do País vizinho.

Mas não há coragem pois não?!
Nem sequer, para dentro da mesma filosofia, deslocar para a mesma região um grande complexo industrial e de co-incineração.

Eles falam falam... mas quando é para decidir, calam, calam!...
Ao anónimo das 8:26 PM

Se quiser documentar-se sobre co-incineração vale a pena ler o relatório da Comissão Independente que o elaborou.

Deslocar para uma região do interior a co-incineração só depois de construir uma cimenteira para a produção que lhe é própria e aproveitá-la para a queima dos R.I.P..

Acha isso possível e tem alguns dados que eu desconheça?
Anónimo disse…
Terei alguns dados que desconhece, mas ao nível dos princípios nada melhor que deslocar e concentrar algumas indústrias para zonas aonde é necessário fixar a população e atraí-la do falido sector primário para o sector secundário.

O esforço económico para a realização de tal parque industrial, não apenas cimenteiro, e, para a deslocação deste, traria vantagens que certamente aproximariam as opiniões neste momento divergentes e dividendos económicos e políticos que, apesar de não serem imediatos, seriam por certo claramente compreendidos.

Mas isso é ver longe... e muito seguramente, nesta como noutras matérias, não interessa!
Ao anónimo das 3:47 PM:

Não tenho objecções ao que diz.

Gostaria que me indicasse a obra ou obras onde possa aumentar os meus conhecimentos sobre a co-incineração que defendo há anos.

Nestas coisas da ciência estpu aberto a mudar pois os avanços são frequentes e nem os especialistas de determinada área os absorvem.

Fico-lhe grato pela sua ajuda. Não se esqueça de me indicar a bibliografia que conhece s.f.f..
Mano 69 disse…
Mais vale ser activo hoje que inactivo amanhã.
Isto contando com a reforma aos sessenta e cinco anos.
Anónimo disse…
Caro carlos Esperança

Fazendo justiça ao seu nome parece que eu tenho bem mais esperança que você próprio.

Fazendo justiça ao meu nome e só para saber que bibliografia incluir, pergunto-lhe se quer uma abordagem séria, política, ou técnico-política...

Independente não era a comissão, mas quem achou que ela era!
Anónimo das 11:14 AM

Parece que a falta de rigor começa em acusar de falta de independência a comissão que reuniu os maiores especialistas na matéria.

Posso garantir-lhe que não são da área do PS.

Têm prestígio internacional e uma carreira académica que não vendem por interesses partidários.

Deixo-lhe aqui o meu e-mail aesperanca@mail.telepac.pt

Se tiver documentação científica, agradeço que ma envie ou me dê referências para eu a comprar.

Não confundo questões técnicas com política. Estou aberto à mudança, mas não pactuo com luta partidária depois de 3 anos em que os lixos andaram à solta por este País.

Cumprimentos.
Anónimo disse…
Nesse aspecto, somos dois!...
Anónimo disse…
a pro urbe serviu para que????
onde para?
agora é só vodka com laranga mas já ninguem refila......

Volta Machado

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