Finalmente algum bom senso (2)
PorE - Pá
NOVOS TEMPOS, NOVOS PROTAGONISTAS...
Como europeu não gostaria de arcar com o ónus de ter de compartilhar responsabilidades, só por ter nascido em Portugal, com a recondução de Durão Barroso, na condução da Comissão Europeia (CE), num próximo mandato.
A actual nomeação do presidente da CE, resulta de múltiplos arranjos dos governos europeus, nem sempre claros, muito menos transparentes.
Há muito tempo que não temos um presidente da CE, com estatura suficiente para liderar a União Europeia.
Os actuais tempos de crise, não aconselham a permanência de um homem politicamente cinzento - como Durão Barroso - na condução dos seus destinos.
Voltando à vaca fria, não consigo passar por cima da celebre foto das Lajes e do incondicional apoio que manifestou a G. W. Bush, na concretização da política externa norte-americana, comandada pelos neocons.
Embora considere que a parte de leão desta crise financeira, que naturalmente se estendeu à economia real e, finalmente, atingiu gravemente as políticas sociais - baluarte da identidade europeia - nasce na ganância da alta finança de Wall Street ela só foi possível com a aplicação das políticas económicas de Milton Friedman e do seu suporte ideológico.
No seu mais famoso livros, Capitalismo e Liberdade, Friedman, tece as bases do seu pensamento, argumentando que "a liberdade económica é uma condição essencial para a liberdade das sociedades e dos indivíduos...". É um acérrimo defensor do neoliberalismo económico e da subsequente redução das funções do Estado frente ao domínio do mercado livre....
Esta foi a cartilha dos neocons, na América e dos seus apoiantes pelo Mundo, de que Durão Barroso, indubitavelmente, faz parte.
Durão Barroso foi um voluntarioso seguidor desta desastrosa política neoconservadora, mas medíocre executor dos interesses europeus.
O seu enfeudamento à clique que gravitava em volta de Bush confinava-lhe (confinou-lhe) os movimentos e, pior, o pensamento político, ideológico e estratégico, necessário para a Europa.
O grupo do Partido Popular Europeu, onde politicamente se apoia, permanece há demasiados anos na liderança do Parlamento Europeu (PE).
Há necessidade de alternância. A Europa necessita, à beira do PE deter maiores poderes, de uma maioria de esquerda.
Essa é a luta que nos deve unir e o objectivo a alcançar.
Precisamos, na Europa, de quase tudo.
Menos de mais políticas neoliberais.
Está à vista de todos nós as suas nefastas consequências.
Durão Barroso serviu a Europa como um obediente e agradecido lacaio do neoliberalismo.
Não serve para uma nova Europa.
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