Notas soltas: julho/2012



Egito – Mohamed Morsi, novo presidente e o primeiro eleito livremente, iniciou o mandato com a fórmula: «Juro por Deus todo-poderoso defender com a minha fé…», aterrando quem não tem fé ou perfilha outra. Espera-se a ditadura militar ou a teocracia.

Miguel Relvas – É mais fácil o diploma de um curso superior de 1 ano – espécie de Bolonha na hora –, do que calar jornalistas ou fazer esquecer a chantagem exercida e a censura tentada sobre os órgãos de comunicação. Depois vêm à superfície as viagens fantasmas, as moradas falsas e a aposentação política, legal, mas imoral.

Tribunal Constitucional – Quando o PR, que jurou fazer cumprir a Constituição, promulgou um OE com normas inconstitucionais. Só a rebeldia de alguns deputados do PS e do BE evitou mais um atropelo ao Estado de direito, graças a um acórdão exemplar.

Ministra da Justiça – A chantagem da senhora teve o efeito contrário. A ameaça do caos, caso a decisão do TC fosse a que teve vencimento, só podia contribuir para a decisão que preservasse a dignidade do tribunal. Aprendiz de feiticeira!

Ministro da Saúde – Um ministro que tem uma entrevista marcada com médicos e que insinua uma requisição civil, não é porque queira cancelar a reunião, é porque não conhece a Constituição e tem apenas uma vaga ideia do que seja a democracia.

Processo Freeport – Após sete anos foi pedida a absolvição dos dois arguidos, por extorsão. Com buscas antes de eleições, um inspetor da PJ condenado por violação do segredo de Justiça e um procurador punido com 30 dias de suspensão, tornou-se claro que era um processo para atingir quem nunca foi arguido.

PR – O silêncio de Cavaco Silva, perante os casos que comprometem o regular funcionamento das instituições – Secretas, Relvas, pressões a jornalistas –, é tão gritante que se presta à injustiça de pensarmos que se move por simpatias e interesses pessoais.

Síria – Os interesses geoestratégicos, as rivalidades políticas e os ódios religiosos misturam-se com intensas alterações demográficas e tornam-se num barril de pólvora que explode diariamente numa imensa carnificina sob a ameaça de guerra biológica.

Espanha – Manifestações contra a política do atual Governo, com a indignação a encher as ruas de 80 cidades, são um sinal de que as medidas não serão acatadas sem forte contestação. A Espanha aqui tão perto e tão diferente.

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