Donald Trump (DT)

DT não é apenas o mais popular dos candidatos republicanos à presidência dos EUA, é o que melhor interpreta a América profunda, orgulhosa da sua resistência às vacinas, à segurança social e à obrigatoriedade escolar.

DT conhece a alma dos seus eleitores, que abominam os transtornos que a emancipação feminina trouxe à tranquilidade do lar, os perigos da ciência para a salvação da alma e o desastre da proibição das armas para a segurança pessoal.

DDT, digo, DT sabe que o criacionismo é a verdade revelada, que o Sol gira à volta da Terra, que a cultura é inimiga da paz social e da harmonia universal. A exótica teoria da evolução das espécies contraria a verdade revelada num país que acredita em Deus e nas notas de 1 dólar.

DT reúne em si a cultura e sentido de Estado de Cavaco Silva, a competência de Passos Coelho e a sofisticação urbana de Alberto João Jardim e é, nos EUA, o intérprete do paradigma lusitano.

Lá, como cá, os valores de Deus, Pátria e Família voltaram a estar  em alta no mercado da opinião pública.

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