Portugal e o futuro dos portugueses

Por mais campanhas de intoxicação que esta direita fomente, por mais ruído que os seus sicários introduzam na próxima campanha eleitoral, não poderá disfarçar o fracasso de um governo incompetente que vendeu todos os anéis e ainda nos quer arrancar os dedos.

A herança que deixa é bem pior do que a herdada e a subserviência foi a forma de lidar com os países mais poderosos da União Europeia.

O governo que juntou alguns académicos ilustres, politicamente néscios, com políticos formados nas madraças juvenis, rudimentarmente ilustrados e intrinsecamente apátridas, teve como desígnio a vingança contra o 25 de Abril e a aversão contra a democracia que permitiu o poder aos que, antes, assaltaram o PSD e sabiam poder contar com o conluio do CDS.

A eliminação dos feriados, 5 de Outubro e 1 de Dezembro, foi um sinal da luta contra os trabalhadores e a marca de quem ignorou a História e quis apagar a identidade coletiva.

Há no julgamento que os portugueses irão fazer em 4 de outubro, do Governo e do seu PR, alguns factos que carecem de resposta:

- A forma suspeita como enganaram os portugueses que acorreram ao último aumento de capital do BES e se a sua falência já fazia parte da agenda ideológica, com desprezo pela perda de postos de trabalho e da riqueza que se esvaiu na derrocada GES/BES;

- A recondução apressada do Governador do Banco de Portugal, pela primeira vez sem o aval do maior partido da oposição, indiferente ao rombo na imagem de independência que é apanágio e imprescindível a tão elevado decisor;

- Como foi possível, numa conjuntura irrepetível de juros tão baixos e de combustíveis a preços impensáveis, não controlar o défice, aumentar a dívida em 50.000 milhões de €€, vendendo as empresas rentáveis, demolindo o SNS e arruinando a Segurança Social.

Pior era impossível.

Ponte Europa / Sorumbático

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