CGD – a listagem que falta...

Não me parece curial voltar à CGD. Acabado este episódio que encerra com a nomeação de uma nova administração é tempo de os políticos deixarem os atuais responsáveis arrumar a casa.
Mas existem situações que incomodam e enfurecem os pacatos cidadãos. Tive muitas dúvidas se deveria voltar a este assunto. Mas viver corroído pela indignação mói e tira sentido à vida.
 
Prejuízos da ordem do 3 mil milhões de euros de crédito mal parado link, são insuportáveis. Quase um vigésimo da ajuda externa que o País foi forçado, pelos mercados financeiros, a solicitar como empréstimo para o tal ‘reajustamento’ (que afinal nem acabou, nem teve uma ‘saída limpa’).
De pouco vale chorar sobre o leite derramado. Todavia, a CGD, enquanto banco público, deve publicitar para todos – Bancos, instituições de crédito, seguradoras, empresas e cidadãos – a listagem dos prevaricadores (sejam singulares ou colectivos) com os valores dos seus compromissos não satisfeitos.
E, eventualmente, esses incumpridores sancionados com medidas similares aos promotores de conto do vigário, isto é, inibição de uso de cheques, de cartões de crédito e débito, etc. um rol que o Banco de Portugal tem em carteira para aplicar ao ‘peixe miúdo’.
 
Este é um processo administrativo, de regulação que não sendo, neste momento, prioritário é indispensável para repor a dignidade e credibilidade dos sistema bancário (e não só da CGD) que não me parece atentatório ao sigilo bancário.
Na realidade os devedores da CGD não contraíram um empréstimo qualquer. Tratou-se de um empréstimo público. Porque razão a existência dessas lista só diz respeito à Segurança Social ou à Autoridade Tributária?
 
Prioritário é recapitalizar a CGD para a manter como um banco público forte. Mas também é (simultaneamente) necessário não deixar que um bando de raposas à solta continue a rondar o galinheiro (reabilitado e reabastecido).

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