É preciso dar uma oportunidade à paz

Enquanto Trump ameaça lançar mísseis sobre a Síria e Putin promete defender o País, não sei como alguém pode dormir tranquilo, ser indiferente ou ignorar que qualquer dos países que lideram tem potencial para destruir o Planeta muitas vezes, como se uma só não bastasse, para acabar com a vida humana, deixando a Terra como habitat exclusivo para algumas bactérias e baratas.

Parece surreal haver quem se agarre a posições ideológicas para distinguir os maus e os bons num exercício maniqueísta onde o medo está ausente e a sensibilidade exonerada, e onde a verdade deixa de ser relevante ou, sequer, aguardada.

Não se dá tempo a que se averigue o alegado ataque químico da Síria contra civis, num jogo perigoso que Trump garante ter existido e Putin nega. Nem há tempo para que uma opinião pública se forme com factos. Dispara-se primeiro e investiga-se depois, como se os fuzilamentos provisórios fossem reversíveis.

Nunca o mundo esteve tão perigoso e em piores mãos. Nunca os ‘animais’ tiveram tanto poder e tão pouco senso. É o triunfo dos porcos que se avizinha perante a incapacidade de homens e mulheres que amam a paz e se preocupam com o sofrimento humano, seja onde for, sejam quais forem as vítimas, podendo ser todos, em todo o mundo, a perecer pela irracionalidade de uns, o calculismo de outros e a frieza dos que decidem.

Não me perguntem quem diz a verdade, digam-me o que cada um deve fazer para evitar o holocausto que pode começar em breve.

Ponte Europa / Sorumbático

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