Mensagens

10 de janeiro – Efemérides – o melhor e o pior

1875 – É fundado o primeiro partido socialista português, por José Fontana. 1920 – É constituída a Sociedade das Nações, antecessora da ONU. Afonso Costa foi o primeiro representante português na Organização. 1976 – Começa a publicação do matutino português “O Diário”, órgão ligado ao PCP, dirigido por Miguel Urbano Rodrigues, e uma referência da imprensa nacional. ********** 1871 – Morre o jornalista republicano António França Borges, fundador do jornal “o Mundo”. 1928 – Leon Trtsky é enviado para o exílio pelo Governo soviético. Mais tarde seria assassinado. 2003 – Morre João Amaral, parlamentar, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, membro do PCP e um dos principais defensores da sua renovação.

Espanha - a monarquia ilegítima

A monarquia (ilegítima) de Espanha 1 – http://www.youtube.com/watch?v=XS1cIOagdUY 2 – http://www.youtube.com/watch?v=p9_zbZ6c6GM&feature=endscreen&NR=1 3 – http://www.youtube.com/watch?v=vxhybgjkwNU 4 – http://www.youtube.com/watch?v=XS1cIOagdUY Caros leitores, não percam estes vídeos. Guardem-nos.

Afonso Costa – uma referência impoluta da República

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Em 9 de janeiro de1913 tomou posse o primeiro governo republicano, liderado por Afonso Costa, efeméride que, pela importância política, personalidade do primeiro-ministro e grande vulto da República, merece ser assinalada hoje, 101 anos depois. Nascido em Seia, a 6 de março de 1871, Afonso Costa foi um dos mais destacados membros do Partido Republicano e excecional orador parlamentar, em plena monarquia. O notável ministro da Justiça, ainda no Governo Provisório, seria três vezes primeiro-ministro. Poucos políticos foram tão venerados e odiados como Afonso Costa. Teve contra ele a tralha monárquica, o clero reacionário e o país atrasado que a monarquia legou com o maior índice de analfabetismo europeu e o mais vergonhoso atraso social. Sidónio Pais, em rutura com a Constituição de 1911, que ajudara a redigir, liderou uma revolta que depôs Afonso Costa em 11 de dezembro de 1917 para iniciar uma ditadura e concentrar um poder pessoal sem paralelo desde o absolutismo monárquico. A...

A democracia, a crise e o futuro

Há quem, em nome da democracia, condene as greves, abomine as reivindicações e se conforme com o mero exercício legal da liberdade de expressão, a diferença substancial que, por enquanto, ainda nos separa da ditadura. O exemplo vem do presidente da República, a apelar ao diálogo, ele que tanto se esforça por garantir todas as medidas da agenda reacionária do seu Governo e que, para o País, se tornou o problema e não a solução. O apelo de Cavaco, ao consenso entre democratas e inimigos da democracia, levam-no a ser o arauto da comemoração da Revolução que tem atravessada. Deverá fazê-lo em recinto fechado, com direito de admissão, enquanto o povo sairá à rua, em boa companhia, com os militares que a fizeram e os cidadãos que nela se reveem. Os quarenta anos de Abril servirão para separar as águas. Um país, por mais graves que sejam os problemas que enfrenta, pode perder tudo menos a dignidade. Pactuar com este Governo é transigir com a ética e abdicar da honra. A comunicação socia...

Deus está em parte incerta

Deus, cansado dos disparates que fez, das maldades que praticou ou envergonhado dos preconceitos, emigrou para lugar incerto e, depois da invenção da escrita, nunca mais deu sinais de vida. A Revolução Francesa criou-lhe um habitat adverso, o sufrágio universal reduziu-o a bagatela, e, por não se ter inscrito nos cadernos eleitorais, passou a valer menos do que qualquer eleitor. Os truques que fazia, as diversões com que embasbacava os primitivos, contrariando as leis da Física, os milagres que exibia para estupefazer os terráqueos, tudo isso foi sendo revelado pela ciência enquanto o progresso concebeu espaços de liberdade que um deus arrogante não suporta. Tal como o patrão que arruinou a fábrica, fugiu, alheio à sorte dos servidores, e nunca mais foi visto nem julgado. Os empregados mais devotos, os clientes mais timoratos e os oportunistas mais afoitos continuaram a garantir a sua existência e a ameaçar com os castigos de que ele é capaz. Desejam fazer indigentes mentais, como ...

O mau tempo só tem feito estragos

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Eusébio no Panteão? – A repetição do folhetim de Amália Rodrigues?

Coimbra, 14 de Outubro de 2000 – Publicado no DN e n’ As Beiras  Somos decididamente um país de excessos. A decisão de transladar Amália Rodrigues para o Panteão Nacional é um gesto excessivo, quiçá irrefletido, uma decisão controversa, de motivações suspeitas e critérios obscuros, um precedente prenunciador de futuras injustiças. Não duvido do sentimento unânime dos deputados. Surpreende-me, sim, a apurada intuição musical coletiva. Não haverá na Assembleia da República alguém, com tal dureza de ouvido, que se sentisse obrigado à abstenção que desafinasse o coro da unanimidade? Admito que Amália tivesse sido a melhor voz da vida de todos nós. Mas o respeito, a admiração e a saudade não justificam este exagero que nada acrescenta à glória de quem se pretende homenagear e muito contribui para o descrédito das homenagens nacionais. Edith Piaf ou Maria Callas não tiveram semelhante honraria e os seus países orgulham-se tanto delas quanto nós de Amália. Tratou-se duma manife...

Divergências entre amigos do peito e da hóstia

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A frase

«A melhor forma de homenagear Eusébio é seguir o seu exemplo». (Cavaco Silva, na morte do famoso jogador) Não queremos tamanho sacrifício do PR, basta dissolver a AR e demitir-se depois.

Na morte de Eusébio, uma glória desportiva

Por respeito a Eusébio imponho-me 3 dias sem ver canais televisivos portugueses. É a forma de respeitar o ídolo de milhões de portugueses e o modo de evitar que abutres, com o cadáver ainda insepulto, me entrem dentro de casa. Só precisa de declarar o apreço pelo notável jogador quem duvida de si próprio ou quer aproveitar-se do defunto. O Governo vê esquecidas as patifarias com que contornou o chumbo do OE à convergência de pensões, Cavaco passa pelos pingos da chuva da sua conivência e o País, pesaroso, esquece a morte lenta a que o condenam. Não está em causa o respeito que me merece Eusébio mas não queiram fazer de mim o imbecil que não tem a noção das proporções. Faço ideia da quantidade de figurantes e figurões que aproveitam a missa para aparecerem na TV, os requebros de voz de alguns ministros que disfarçam a emoção que os desempregados lhes não merecem, os gatos pingados que tiram a naftalina ao fato preto para mostrarem a mágoa que parece bem. Um país que só se mobiliza...

Morreu um Saramago e meio

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Não ignoro milhões de pessoas que vibraram com o mais dotado futebolista do tempo da ditadura, os pobres que tinham como única alegria os golos que marcava, as vitórias que alcançava e o sorriso simples que o mago do futebol prodigalizava. Num tempo em que o País está a ser reduzido àquele em que Amália, Eusébio e a Irmã Lúcia foram o paradigma do regime, que os utilizava na sua máquina de propaganda, a morte de Eusébio é a última ausência dos grandes nomes do País de Fátima, Futebol e Fado. Só o respeito pela família e amigos do grande futebolista me impede de dizer tudo o que sinto, que preferia ter acordado com a notícia da morte de quem decretou três dias de luto nacional por Eusébio e dois por Saramago, de quem não leu os Lusíadas e não teve o mesmo respeito pela morte de Vítor Alves, Melo Antunes, Marques Júnior, Salgueiro Maia ou Vasco Gonçalves. Para Cavaco Silva, uma luminária da cultura e expoente da democracia, que decretou dois dias de luto por José Saramago, com az...

Clarificando o sentido do ‘fim do protectorado’…

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Para os que aparentemente acreditam nas virtudes do ‘ processo de resgate em curso ’ e continuam a esconder a imperiosa necessidade da reestruturação da dívida (pública e privada) um esclarecedor artigo publicado há 3 dias no Telegraph – “ IMF paper warns of 'savings tax' and mass write-offs as West's debt hits 200-year high ” -  link que aconselho vivamente a ler e digerir. O seu autor (Ambrose Evans-Pritchard) para fundamentar a sua análise socorre-se da prestimosa ‘ supervisão ’ (antecipação) do FMI e da ‘ insuspeita ’ colaboração dos trabalhos de um dos mais conhecidos ‘apóstolos da austeridade’ (Prof. Rogoff ). Os trabalhos da equipa Rogoff têm sido a cartilha de Wolfgang Schäuble e do comissário de Economia da UE , Olli Rehn , para ‘justificarem’, politicamente, a austeridade. Quer Schäuble, quer Rehn, continuam a exercer cargos políticos de relevância no contexto europeu. A influência do suas orientações políticas nos destinos da UE, e muito espec...

Cavaco Silva, o OE e a militância partidária

Cavaco Silva, militante do PSD e apoiante de Passos Coelho, combate a oposição a este Governo. Desiludido com o desdém do PS e a aversão do PCP e do BE, esgotou o prazo da decisão de promulgação do OE e, foi omisso no pedido da fiscalização preventiva às artimanhas que contrariam de forma grosseira o veredito do TC. Omitiu o que faria quanto ao pedido de fiscalização sucessiva do OE-2014 e mandou dizer, por um dos muitos empregados que o País lhe paga, que tinha pareceres que sustentavam a constitucionalidade do OE que Jerónimo de Sousa apelidou de roubo por esticão. O mínimo que se exige de um presidente com rudimentar formação democrática é que revele o conteúdo dos pareceres, os argumentos e os autores, certamente pagos com os nossos impostos. A falta de informação pode levar pessoas, mal intencionadas, a pensar que haja nascido, logo à primeira vez, alguém mais sério do que o PR e que ponham em causa a existência dos pareceres ou a idoneidade dos subscritores. Sem transpareci...

4 de janeiro – efemérides

1248 – D. Sancho II, filho de D. Afonso II que o papa Honório III havia excomungado, quando o anátema papal era uma arma eficaz, foi expulso do trono por Inocêncio IV, apesar de bom general e de matar mouros suficientes para agradar ao Papa. As intrigas da nobreza e do clero levaram o Papa a destituí-lo. Morreu em Toledo, há 766 anos. 2005 – O Supremo Tribunal do Chile confirmou a acusação e a ordem de prisão domiciliária do ex-ditador Augusto Pinochet, de 89 anos, pelos crimes da Operação Condor, que visava o assassínio de opositores, nas décadas de 1970-80. De nada lhe valeram as orações e a intervenção do amigo e futuro santo João Paulo II.

As 'boutades' dos líderes da maioria...

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“ Montenegro garantiu que o Executivo não tem nada contra os pensionistas. “É um equívoco. Não temos nenhum problema [com os pensionistas]. Temos é uma obrigação: garantir a sustentabilidade dos sistemas de pensões e a forma como Estado funciona, para não cobrar tantos impostos nem às pessoas nem às empresas…” link Esta será uma das frases do dia referente à dita ‘ re-calibragem ’. Já todos percebemos isso. Para Luís Montenegro (LM) sempre que existir ou for criado um ‘buraco orçamental’ é chegar às pensões e ‘servir-se ad libidum '. Depois convém acrescentar ' justificações ', como p. exº.: os pensionistas recebem muito para além do que descontaram…, vivem acima das suas possibilidades…, são o ‘cancro orçamental’ causador do défice público…, são os ‘ gigolôs ' do OE…, etc. Um ‘ chorrilho ’ de imprecisões e enviesamentos que não consegue disfarçar intenções cada vez mais visíveis e notórias. A ‘transferência’ de rendimentos do trabalho para a área finan...

João Paulo II e o sindicalismo

Em 3 de janeiro de 1982, há exatamente 32 anos, quando o odor a santidade era ainda discreto, o papa Karol Wojtyła, falando na Praça de S. Pedro, para mais de 50 mil fiéis, declarou o seu apoio “ao sindicato livre Solidariedade”, um ato corajoso cuja sintonia com a CIA não diminui. As palavras do Papa continuam a ser justas: «Os trabalhadores têm o direito de instituir sindicatos autónomos cujo papel é defender com justiça os seus direitos». Para João Paulo II, o Solidariedade “é a expressão de um grande esforço desenvolvido pelos homens de trabalho da Polónia, para assegurar a verdadeira dignidade do trabalhador”. A defesa do sindicalismo polaco por João Paulo II foi um ato de grande alcance, estando na origem da implosão do imperialismo soviético. Foi pena que lhe faltasse audácia para defender os sindicatos do Chile enquanto os seus dirigentes eram presos e mortos pelo seu amigo Pinochet. Se tivesse salvo os sindicatos das ditaduras sul-americanas com o mesmo denodo com que ...

GOVERNO e PLANO B: contribuição ‘extraordinária’ ou ‘extra’?

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           O Cobrador de Impostos (Pieter Brughel II) Ainda não sendo conhecidos os pormenores do malfadado ‘ Plano B ’ começam a ouvir-se vozes desencontradas sobre a sua eventual constitucionalidade link ; link Em causa estaria o artigo 104º., item 1., da CRP, que baliza as amplitudes, digamos, aceitáveis do imposto (e não de ‘impostos’) sobre pessoas singulares situação a que esta ‘contribuição’ dificilmente conseguirá eximir-se: “ 1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar. ” Ora, para qualquer cidadão, a ‘ re-calibragem ’ (mais um neologismo ‘ passista ’) de uma contribuição já excepcionalmente introduzida no OE 2011, sobre pensões que ultrapassassem € 5.000/mês e foi sendo, nos Orçamentos posteriores, sucessivamente ‘torturada’ na sua abrangência e amplitude. Estamos, portanto, perante ...

Homenagem a Humberto Delgado

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A viúva de Humberto Delgado, Maria Iva Delgado, faleceu ontem, com 105 anos.

Mensagens de Ano Novo e anatomia do regime

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O PR e o PM, fiéis à tradição como o Natal às rabanadas, não poupam a Pátria às suas mensagens de Ano Novo, repetindo lugares comuns que podiam trocar entre si, em vez de os debitarem ao País. Parecem dois generais de “A Guerra Santa”, de Sttau Monteiro, de tal modo parecidos que, depois de presos pelo exército inimigo, acabam a comandá-los, por ninguém notar que o preso não era o que perderam. Também as mensagens podiam ter sido trocadas e ninguém distinguiria o autor. Cavaco e Passos Coelho não são dois órgãos diferentes do regime democrático. Um não é o coração e outro o fígado, são ambos rins de um corpo doente a necessitar de diálise. Cavaco, a apelar ao diálogo, parece o polícia bom a aconselhar o entendimento ao casal, em que o agredido está em coma e o agressor satisfeito. Esqueceu depressa a preciosa ajuda a Passos Coelho para derrubar o Governo, quando, já em plena crise internacional, condenou a austeridade do PS por ultrapassar o “limite dos sacrifícios dos portugue...

´'Malabarismos' orçamentais

A Lei do Orçamento de Estado acaba de ser publicada no DR link   e é um ‘ quebra-cabeças ’ para o vulgar cidadão. Apesar disso, não consegue esconder as artimanhas deste Governo que na Lei do Orçamento de Estado de 2014, contorna os acórdãos do Tribunal Constitucional. De adquirido ficou a ideia que estas decisões repunham os subsídios de férias e de natal que tinham sido cortados aos funcionários públicos em funções e aos aposentados da CGA, cortados pelo actual Governo. Para confirmar a enviesada tramitação basta ler alguns fragmentos de um ‘ intragável ’ documento de 238 páginas onde os ‘malabarismos’ são uma presença assídua e indisfarçável. Assim: Artigo 33.º Redução remuneratória 1 — Durante o ano de 2014 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a € 675, quer estejam em exercício de funções naquela data quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos: a) ...