As 'boutades' dos líderes da maioria...


Montenegro garantiu que o Executivo não tem nada contra os pensionistas. “É um equívoco. Não temos nenhum problema [com os pensionistas]. Temos é uma obrigação: garantir a sustentabilidade dos sistemas de pensões e a forma como Estado funciona, para não cobrar tantos impostos nem às pessoas nem às empresas…” link

Esta será uma das frases do dia referente à dita ‘re-calibragem’.

Já todos percebemos isso. Para Luís Montenegro (LM) sempre que existir ou for criado um ‘buraco orçamental’ é chegar às pensões e ‘servir-se ad libidum'. Depois convém acrescentar 'justificações', como p. exº.: os pensionistas recebem muito para além do que descontaram…, vivem acima das suas possibilidades…, são o ‘cancro orçamental’ causador do défice público…, são os ‘gigolôs' do OE…, etc.
Um ‘chorrilho’ de imprecisões e enviesamentos que não consegue disfarçar intenções cada vez mais visíveis e notórias.
A ‘transferência’ de rendimentos do trabalho para a área financeira e a minimização das prestações sociais para chegar a um débil ‘Estado mínimo’ e colocá-lo a reboque de interesses económicos e financeiros já não é disfarçável, ou justificável, nem com o ‘estado de emergência’, nem com recorrentes ‘excepcionalidades’.
Trata-se, isso sim, da execução de programa neoliberal a ser radicalmente implementado e a todo o vapor (até ao final do mandato ou antes que uma crise política interrompa este percurso ‘fundamentalista’).

Assim interessaria, desde logo, esclarecer:

- Se quando LM afirma que ‘não (quer) cobrar tantos impostos às pessoas’ estará o líder parlamentar do PSD a tentar excluir os pensionistas do colectivo nacional?

- Se quando os dirigentes do PSD afirmam que as medidas do CES só afectam 10% dos pensionistas não estará a ‘maioria’ a querer dizer que é um ‘imposto selectivo e discriminatório’?

- Se a ‘maioria governamental’ consegue disponibilizar o ‘rationale’ que torne politicamente compreensível e socialmente justo o comportamento sobre as pensões ou aposentações compreendidas entre 1000 e 2000 euros link tratando-as como ‘reformas douradas’ (independentemente da carreira contributiva)?

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