Carlos Silva e Aníbal Silva

Carlos Silva, secretário-geral da UGT está para os sindicatos como Passos Coelho para o Governo ou Cavaco Silva para a presidência da República: são erros de casting.

No caso do sindicalismo é menos grave, porque a natureza tem horror ao vazio, mas na política a situação é dramática, porque a Constituição impõe prazos.

Cavaco passou à tangente a fasquia dos 50% dos votos expressos, a revelar o receio dos eleitores, mas Carlos Silva foi eleito com 89% dos votos. O primeiro é responsável pelo estado a que o país chegou. O líder da UGT limita-se a presidir à comissão liquidatária da central sindical que vai fazendo haraquíri.

Comentários

e-pá! disse…
As afirmações de C. Silva neste fim de semana em Viseu "...não devemos derreter a esperança dos portugueses..." são, antes de mais, um motivo de profunda preocupação dos portugueses.
Na verdade, elas partem do princípio que o movimento sindical deve acomodar-se à propaganda deste Governo e "valorizar os pequenos sinais de esperança que estão no horizonte". Esqueceu-se de que os portugueses, fora as declarações e análises desencontradas de alguns membros deste Governo sobre voláteis dados macroeconómicos, não vislumbram qualquer mudança na sua vida real.
Pelo contrário, os erros de concepção e execução de um processo de 'ajustamento' (desajustado) começam agora a 'sentir-se' e a causar, no campo social, 'estragos estruturais' (que passam ao lado da 'visão' deste sindico).
À primeira vista Carlos Silva apresenta-se como mais um crente na eufórica e mística libertação do "17 de Maio", do que um dirigente sindical.
Carlos Silva deveria descer à terra e compreender que a pressão que a CE vem fazendo para adopção um 'plano cautelar' equivale a um 'segundo resgate' para o qual se anunciam múltiplas 'condicionalidades', um eufemismo para mais (outras) medidas de austeridade.
Assim, em vez de se tornar um irresponsável 'vendedor de esperanças, deveria assumir o seu papel de dirigente de uma estrutura sindical e lutar pela salvaguarda da coesão social onde a valorização da força de trabalho é um aspecto central, no campo social.
De facto, um mal nunca vem só. E o mesmo parece suceder aos 'silvas'... que parecem apostados em transformar este País num inóspito 'silvado'.
jrd disse…
Se o fundador Gonelha chegou a banqueiro, o Silva, que é bancário, já está na calha.
O que é preciso é saber investir...

Abraço

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