Princípio feliz de um final trágico




O Kosovo auto-proclamou este domingo a independência em relação à Sérvia. Um dia histórico para a antiga província que se declarou como um país “independente, orgulhoso e livre”.

Adenda - A Abkhazia e a Ossétia do Sul, regiões separatistas da Geórgia, anunciarem este domingo que vão pedir o reconhecimento da sua independência à Rússia e à ONU, depois de o Kosovo ter declarado hoje a sua independência.

Comentários

Anónimo disse…
Andam a brincar com o fogo...os russos não aprovam e muito bem.
Anónimo disse…
Já agora, independência para a Madeira, Açores, País Basco, Catalunha, Córsega...

A Comunidade Europeia que se ponha a pau com os apoios...
Vítor Ramalho disse…
Declaram a independência com muitas bandeiras dos USA na rua, os americanos já podem por mais uma estrelinha na bandeira.
Assino Projectos disse…
Estou mortinho para ver é qual vai ser a posição, se é que a tem ou alguma vez a terá, no suposto engenheiro!!!
Vítor Ramalho disse…
vai ter a posição que os americanos mandarem.
e-pá! disse…
A "balcanização" foi no passado (séc XIX) a polítca do Império Russo, no sentido de "dividir para reinar" nos Balcãs.
Hoje, ela é usada no Médio Oriente, com a oposição da Rússia, mas o beneplácito dos EUA. A finalidade é a mesma, só os interesses comerciais é que mudaram.
Normalmente, no Médio Oriente a balcanização dá origem a uma variante: a "libanização". Isto é, fazem-se cohabitar no mesmo Estado várias facções armadas correspondendo a várias opções político-militares.
Ficamos, armados até aos dentes, à beira da guerra.

E aguardamos essa evolução não só no Kosovo, mas nas situações similares - mediterrânicas, nos Urais e no Caucaso.

Os EUA vão apoiar tudo isto "de longe", do outro lado do Atlantico.
A "batata" quente vai rebentar no quintal da UE.
Durão Barroso não goza de independência política suficiente face aos americanos para lidar este problema com equilíbrio e na intransigente defesa dos interesses europeus.
Neste particular momento, mais próximos de Moscovo do que de Washington.
Vítor Ramalho disse…
Neste momento é provável que um novo conflito armado surja na Europa.
Mais uma vez a Europa não soube tratar da casa e deixou que os americanos a viessem incendiar.
Não me canso de afirmar, que pese embora algumas criticas que possam ser imputadas aos regimes em termos de politica interna, o eixo Rússia, Irão, Venezuela é o único que se opõe ao imperialismo e à ocupação militar levada a cabo pelo Mister Danger Bush.
Rui Cascao disse…
Respondendo ao Vítor Ramalho:
relativamente à intervenção no Kosovo, foram as potências europeias que mendigaram a adesão americana a uma intervenção militar e não o contrário. Entre o não intervencionismo do consulado Clinton e a inépcia europeia na gestão da crise bósnia (lembremos-nos de Srbrenica), tornou-se a nuvem por Juno e utilizou-se uma caçadeira para matar uma formiga.
Vítor Ramalho disse…
Quem convidou os americanos foram os lacaios do imperialismo.
A Europa pode muito bem resolver os seus problemas:

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