Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Tudo indica que estará, depois da tentativa de assassinato a Ramos-Horta, em lento desenvolvimento, uma profunda intervenção político militar no território, sob o comando australiano, apoiada por Xanana Gusmão e, em última análise, visando a Fretilin enquanto estrutura política mais representativa e mais consequente na defesa dos interesses de Timor perante os insaciáveis apetites australianos e pessoalmente representados por Mari Alkatiri.
Por outro lado, a rejeição por parte de Xanana de uma Comissão de Investigação Internacional proposta dada por outros líderes políticos e partisdários, é comprometedora para o actual PM de TL.
A confirmação da intenção de Ramos-Horta - terá referido isso a Lula da Silva? - de convocar novas eleições a quem prejudicaria?
Xanana e Fernando Araújo?
O que falta contar na história do ataque à coluna do PM? Estes ataque é simultâneo com um outro ataque à residência onde se encontarvam a mulher e os filhos?
Porque Xanana não aconselha que se veja o video de Reinado?
- Por motivos humanitários ou porque as viaturas da coluna militar do malogrado major, tinham matriculas do Governo de Timor-Leste!
A grande questão centra-se - quer para o Governo português, quer para a comunidade internacional - na incognita: Ramos-Horta recuperará?
Ou, na negativa:
Xanana continuará, na política timorense, como administrador australiano em Dili?
A Nota do Governo português (Bruxelas 18.02.08) é extremamente diplomática "Está preocupado com a situação no País" e interroga-se sobre a recuperação de Ramos-Horta.
Sobre Xanana é lacónico:
"O primeiro-ministro timorense escapou ileso da emboscada que sofreu."
Pouco, para quem tem no local um destacamento militar (embora sobre a egide da ONU).
Muito pouco, para quem, numa situação dessas, deve manter os seus cidadãos informados, nomeadamente na eminência de prováveis confrontos (como sugere a nota americana).