Bom exemplo...
Jornalismo de serviço público
Por
D. M. A.
Por
D. M. A.
Um trabalho notável para a exposição pública desta extorsão, que ainda continua, está a ser feito pelo jornal holandês "de Volkskrant", o mais importante jornal do país. No seu sítio da internet abriu uma secção onde publica os (normalmente bastante secretos) salários e remunerações dos executivos de topo, sobretudo holandeses ou estrangeiros a trabalhar naquele país. Uma base de dados permite aceder mesmo, pelo nome da pessoa e da empresa, à evolução destas remunerações ao longo dos últimos anos, bem como aos valores extra-salário, como bónus, complementos de pensões, opções de acções, etc.
Esta base de dados é hoje bastante popular na Holanda …
Comentários
Estes exemplos não vingam por cá...
O que sucederia se aparecesse na TV um "papagaio" a falar da crise, do profundo sofrimento social que nos espera, se soubessemos que o dito ganhava um valentes milhares de euros mensais, acrescidos de um rol de regalias?
Aqui, nem o enriquecimento ilícito conseguimos penalizar, com o argumento que já está comtemplado em outros artigos do Direito penal e civil.
O julgamento de Isaltino Morais tem sido paradigmático no desvendar dos múltiplos caminhos onde o dinheiro se pode refugiar...
Quando muito poderá ir à vida o sigilo bancário.
Mas em que circunstâncias?
Os pobres, os assalariados, os "remediados", os endividados, nada têm a esconder...
Outros terão...
Ou, não! As suas contas estão nas Ilhas Caimão ou em paraisos fiscais.
Portanto, fora da curiosidade concupiscente dos cidadãos.
Logo, de pouco vale acabar com o sigilo bancário se antes não findarem os offshores, paraísos fiscais, as contas numeradas na Suiça, etc.
Fico agradavelmente surpreendido... O Volkskrant costumava ser um pasquim.