O terrorismo desta direita

(...)

«Ah, e também sabemos outra coisa. Que afinal aquele disparate fatal de Passos Coelho, com o suicídio que afinal não foi, representou não um erro momentâneo, mas sim um primeiro ensaio para um esforço que agora prossegue: o de fazer oposição ao governo pelo lado mais tenebroso do problema. Percorrendo as redes sociais e o que lá escrevem os apoiantes, assessores e dirigentes do PSD, percebe-se o entusiasmo com que surfam esta onda e as consequências que querem tirar dela: a demissão do governo. E se a verdade é clara ou se apenas se baseia em rumores longe de estarem confirmados (como se viu no caso de Passos e do falso suicídio), isso é completamente menor. A coisa vai ao limite de o novo líder parlamentar do PSD exigir ao governo que divulgue uma lista que o MP quer em segredo de justiça. Digamos que para um partido de poder, que é o maior no Parlamento, não está nada mal, no que toca ao respeito pelo princípio da separação de poderes.»

(...)

João Pedro Henriques, in DN, hoje.

Comentários

e-pá! disse…
A tragédia de Pedrogão Grande é um pouco semelhante ao que se verificava na tragédia grega (pré-Esquilo) quando bastava um único actor para a representar.
No Portugal de hoje a Oposição assumiu o papel desses actores solitários e tenta ser capaz de representar a dualidade de deus e o diabo.
As redes sociais são o coro dessas representações onde o diálogo não existe, nem pretende ter lugar. Os coros - actores secundários - faziam a critica pública mas apresentavam-se 'mascarados'.
A Oposição bem se esforça, mas não consegue, dramatizar esses papéis, ficando-se pelo estrondoso anúncio da sua eminente entrada em cena. As personagens trágicas no teatro helénico escondiam-se por detrás de máscaras. Actualmente sucede o mesmo.
Entretanto, chegará - de modo inexorável - o momento de fazer descer o pano.

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