O regresso da direita ao poder estava previsto, depois do cruel programa de austeridade que foi imposto ao Syrisa e dos nacionalismos que infernizam a Europa e que, no caso da Grécia, bastou a assinatura de um acordo sobre o nome da Macedónia, para assanhar muitos eleitores contra o Governo de turno. Não há nesta mudança, de que apenas se ignorava a dimensão da vitória da velha Nova Democracia, qualquer mudança de rumo substancial, dado o trajeto ideológico imposto ao Syrisa. É a alternância democrática, sem alternativa, e o regresso à herança dinástica. Não vejo, pois, nenhum drama onde temi o crescimento em força da extrema-direita, na senda do que vem sucedendo por toda a Europa e pelo Mundo. Aliás, não se verificou a grande derrota do Syrisa, que se temia, e onde a grande crise interna foi protagonizada no início de governo, com a demissão do ministro das Finanças, Varoufakis, um notável académico que anteriormente não pertencia ao partido, e arrastou numerosos quadros e inte...