Mensagens

Efeméride

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Faz hoje 55 anos que teve lugar o primeiro desfile da minissaia, uma elegante criação de Mary Quant, a quem outras mulheres devem parte da emancipação e o realce da sua beleza.

A Dr.ª Cristas, as eleições europeias e o futuro

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Andou a D.ª Cristas, anos a fio, em insolente frenesim, sem tino, sem ideias e sem rumo, esperando ser alternativa ao atual PM, enquanto os sindicatos de origem duvidosa e escribas de virtudes desconhecidas lhe incutiam ânimo para voos cujas asas bastavam para a leveza da votação eleitoral, mas incapazes de suportar o peso da sua ambição. Viu partir Nuno Melo, solitário eurodeputado, a caminho de Bruxelas e ficou sozinha na raiva que a devora, sem remorsos dos insultos que lançou na AR, esquecida das vezes que chamou mentiroso ao primeiro-ministro, das tonitruantes proclamações sobre o falhanço do Estado, a pretexto de qualquer acidente, inundação ou avaria de autocarro. Faltaram-lhe incêndios, que este ano não chegaram a tempo das europeias, a urbanidade e moderação do seu colega Adolfo Mesquita Nunes e a inteligência para compreender que os partidos, num país sem tradições democráticas, se assemelham mais a clubes de futebol do que a incubadoras de ideias e instrumentos de refo...

A Grécia e a Nova Democracia

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O regresso da direita ao poder estava previsto, depois do cruel programa de austeridade que foi imposto ao Syrisa e dos nacionalismos que infernizam a Europa e que, no caso da Grécia, bastou a assinatura de um acordo sobre o nome da Macedónia, para assanhar muitos eleitores contra o Governo de turno. Não há nesta mudança, de que apenas se ignorava a dimensão da vitória da velha Nova Democracia, qualquer mudança de rumo substancial, dado o trajeto ideológico imposto ao Syrisa. É a alternância democrática, sem alternativa, e o regresso à herança dinástica. Não vejo, pois, nenhum drama onde temi o crescimento em força da extrema-direita, na senda do que vem sucedendo por toda a Europa e pelo Mundo. Aliás, não se verificou a grande derrota do Syrisa, que se temia, e onde a grande crise interna foi protagonizada no início de governo, com a demissão do ministro das Finanças, Varoufakis, um notável académico que anteriormente não pertencia ao partido, e arrastou numerosos quadros e inte...

Sérgio Moro – A perseguição a Dilma, ao PT e ao Estado de Direito

Quando um juiz é mais corrupto do que os políticos que investiga e se torna cúmplice de um golpe de Estado, não é apenas um caso de polícia, é uma conspiração contra o Estado de Direito democrático, que não pode ficar impune. Lula da Silva, num país corrupto, foi o bode expiatório selecionado para um povo ávido de um justiceiro, independentemente dos factos e das provas, do acerto ou erro no alvo, porque não era a corrupção que o juiz Moro combatia, era a democracia que perseguia, com ressonância na comunicação social, a debitar encómios e a apoiar o conspirador. A mistura explosiva de religião, sobretudo da fauna evangélica que domina os meios de comunicação brasileiros, da luta partidária e da tentação de um golpe de Estado militar, encontrou num corrupto togado o instrumento do ignóbil crime. O golpe começou com a destituição da PR Dilma, prosseguiu com a prisão do mais provável sucessor e acabou no pagamento dos trinta dinheiros da traição, com a nomeação do cúmplice para a pa...

Podemos? Não, não ‘Chega’…

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Na edição de sábado (6 de Julho 2019), pág. 9, o jornal 'O Público' deu à estampa um artigo de opinião sob o título “ Podemos? Não, não podemos ” link da autoria da historiadora Maria de Fátima Bonifácio que suscita, em qualquer cidadão, várias reações. Desde a incredibilidade à mais viva repulsa.   O assunto do citado artigo gira à volta da proposta do PS sobre uma eventual ‘discriminação positiva para as minorias étnico-raciais’. É óbvio que sobre este assunto podem - e devem - existir múltiplos posicionamentos. Esta prerrogativa faz parte da liberdade de expressão e de pensamento existente no País.  E é no exercício dessa prerrogativa – que aplica a todos – que pretendo exprimir a minha indignação sobre o conteúdo deste texto.   O artigo está recheado de posturas e argumentações baseadas em desaforos xenófobos e racistas pretensamente justificativos de segregações étnico-rácicas e de exclusão social, que não vou citar. A este propósito devo refer...

Cavaco Silva – “Nunca tive nenhuma amizade com Ricardo Salgado”.

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Que o ora Conselheiro de Estado vitalício esqueça que teve mais vida, além das quintas-feiras e outros dias de sólidos rancores e autoelogios impressos nos “Roteiros”, é um ato de memória seletiva que não surpreende. Que tenha preenchido uma ficha de mal-esclarecida necessidade, na Pide, com a alusão despropositada à madrasta da amantíssima esposa, é a nódoa caída num impresso onde a prevaricação ortográfica não foi a pior das manchas.     Que ao longo da vida tenha esquecido o que lhe dói e recorde o que julga que o enaltece é uma atitude que se compreende; que a gramática e a cultura não fossem preocupações de quem apenas queria fazer pela vida, desculpa-se; que se tenha enredado em negócios nebulosos, como o da permuta de vivendas ou o das ações da SLN, não cotadas em Bolsa e destinadas a amigos, onde se lembrou da filha e não se esqueceu das mais valias realizadas a tempo, para ambos, são situações que o tempo faz esquecer; que a docência na Universidade pública poss...

Há perversões que pagaremos caro

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É intolerável que um governo interfira na independência dos Tribunais, mas é igualmente inaceitável que os sindicatos dos magistrados confisquem o Estado-

A UE e os bloqueios regionais…

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A imagem que o Conselho Europeu está a transmitir aos cidadãos europeus, na indigitação para os altos cargos das instituições europeias, é verdadeiramente deplorável. A ‘feira de interesses’ instalada e os conflitos internos remanescentes que intersectam várias ‘famílias partidárias’ fazem-nos remeter para as razões da elevada taxa de abstencionismo nas eleições europeias. O Conselho Europeu tem a obrigação de propor nomes ao Parlamento Europeu (PE) a partir uma leitura objetiva, não facciosa e abrangente dos resultados eleitorais. Neste momento parece não existir esta capacidade de discernimento. O impasse que infestou as reuniões do Conselho Europeu era previsível. Os resultados eleitorais não criaram maiorias estáveis. O resto está inerente ou em conexão com a história contemporânea da Europa. Nas negociações do Conselho Europeu nada se ouviu sobre os projetos políticos dos putativos candidatos o que vem agravar o ‘deserto de ideias europeias’ que caracterizou a campan...

Foi para a campanha, não para o candidato

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Campanha de Cavaco recebeu 253 mil euros suspeitos de financiamento ilegal com origem no BES A campanha presidencial de Cavaco Silva em 2011 recebeu 253 mil euros de dez altos responsáveis do BES/GES cujo valor tinha origem no saco azul. A lei do financiamento das campanhas proíbe donativos de empresas.

A França, o ‘burkini’ e a laicidade

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Há dias, um grupo de mulheres muçulmanas de Grenoble, organizado pela Aliança dos Cidadãos, que luta contra a discriminação da comunidade islâmica, surpreendeu os responsáveis de uma piscina pública quando mergulhou com burkinis , fatos de banho que, como em outras regiões francesas, é proibido. Foi uma “Operação Burkini”. Estranha-se a repressão ao exercício de um direito individual, cada um/a vestir-se como quer, mas não é por acaso que tem provocado protestos noutros países europeus e vem sendo sucessivamente proibido em França, em nome da laicidade, um valor consensual, defendido desde 1905. Os defensores dos fatos de banho muçulmanos usam os mesmos bons argumentos com que excelentes juristas e amigos me confrontam, surpreendidos com o apoio à proibição por quem é liberal nos costumes e inflexível na defesa dos direitos individuais. A linha estilística de fatos de banho islâmicos é um confronto com a sociedade francesa, laica e secularizada. O uso do burkini não é um ato d...

Heróis de Abril - Coronel Costa Braz

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Mais um bravo que parte, mais um a quem todos devemos tanto e tão pouco nos lembrámos dele. Saibamos, pelo menos, ser dignos da herança que nos legou. Ponte Europa presta homenagem ao honradoe e corajoso militar e apresenta condolências à família e à Associação 25 de Abril. *** Falecimento do capitão de Abril, coronel Costa Braz Car@s  Associad@s É com profundo pesar que vos comunicamos o falecimento do Capitão de Abril, nosso associado coronel Manuel da Costa Braz. Militar de Abril de todas as horas, foi um dos elementos que, na conspiração, participou na redacção do documento “O Movimento, as Forças Armadas e a Nação” que viria a ser a base do Programa do MFA. Sempre fiel aos valores de Abril, Costa Braz foi um dos militares de Abril que mais intervenção desenvolveu na área politica. Essa atitude, sempre autónoma e independente partidariamente, que não neutra, levou-o a assumir o cargo de ministro em mais do que um Governo. Como Ministro da Administração Interna, t...

Conselhos pios de um bispo católico

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(José Ignacio Munilla, bispo de San Sebastián) “Mortifique-se, mas com regra e, em caso de calor sufocante, faça-o com ar condicionado desligado. O que não faz sentido é usar o cilício com o ar condicionado ligado. E se em vez de nos queixarmos tanto do calor, o oferecêssemos com alegria, unidos ao #SagradoCorazondeJesus?”. ( José Ignacio Munilla, bispo espanhol de San Sebastián )

As universidades públicas e a laicidade

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Renzo Fratini – A saída do Núncio Apostólico de Espanha

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O embaixador do Vaticano em Espanha, Renzo Fratini, que amanhã cessa funções, por limite de idade, 75 anos, concedeu uma entrevista à agência espanhola Europa Press. O primata paramentado enjeitou a discrição diplomática para se assumir como fascista, ao arrepio da neutralidade do Papa Francisco, na transladação do genocida Francisco Franco, usando os argumentos da extrema-direita, dos netos do ditador e dos herdeiros da Falange, em sintonia com o Supremo Tribunal espanhol. ‘Deixá-lo em paz era melhor, já passaram 40 anos, o julgamento cabe a Deus, não ajuda a viver melhor recordar algo que provocou uma guerra civil, por trás da exumação está uma ideologia política que pretende dividir os espanhóis’, foram expressões usadas na entrevista concedida pelo clérigo, em desafio à democracia e na grosseira ingerência na política de um Estado soberano que ainda julga protetorado do Vaticano. O que o prelado não disse foi que o Vaticano apoiou o genocida sedicioso que fuzilou centenas...

Notas Soltas – junho/2019

Reino Unido – A errática política externa de Trump, chantagista e ameaçadora, é um perigo global. Os insultos a Sadiq Kahn, mayor de Londres, foram tão graves como os elogios a Nigel Farage e Boris Johson, pela ingerência na política interna britânica. Marques Mendes – O Conselheiro de Estado designado pelo PR é decerto intriguista por conta própria, mas a reiterada ingerência na vida partidária deixa a suspeita de que possa ser o eco de Belém, pouco saudável para a democracia. PR – Entre a visão messiânica de si próprio e o devaneio peronista, o prognóstico que o inveterado comentador político fez sobre a Direita portuguesa e a eventual crise interna foi infeliz. Procedeu neste caso, como em outros, com manifesta leviandade. Agustina Bessa-Luís – A grande escritora regionalista, conservadora e irreverente, era uma referência nacional, mas, na morte, a pungência das declarações foi um exagero de quem não teve coragem de lhe propor, sequer, o nome para a nova ponte sobre o...

Toca o telefone a toda a hora….

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O telefone – um invento com quase século e meio – passou a ser um meio de comunicação fundamental para estabelecer, desenvolver e consolidar relações sociais, afetivas, pessoais e empresariais. Uma das inovações do telefone foi acrescentar uma inebriante facilidade e rapidez ao sistema comunicativo nas relações humanas (em todos os campos). Existem vários exemplos destas situações sendo um dos mais expressivos o sucedido em plena ‘guerra fria’ quando a distensão político-militar passou, também, pelo ‘telefone vermelho’ que ligava Washington a Moscovo e que ficou conhecida como a ‘hotline’. As comunicações telefónicas tiveram outros diversificados usos, desde o mais inocentes aos mais sofisticados. Nos anos 60 e 70 em conformidade com as púdicas e severas restrições sociais impregnadas de moralismos hipócritas era comum o ‘namoro telefónico’ e este meio serviu amplamente ‘causas afetivas’ indo dos idílicos amores aos mais frustrantes desamores. O advento dos te...

Medidas anticorrupção e poder judicial

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O Público de 26 ct. dedicou as páginas 8 e 9 ao tema ‘corrupção’ e, em título destacado, lia-se: «Passou um ano e Portugal nada fez nas medidas anticorrupção». Sendo este, aliás o tom dos canais televisivos, emissoras de rádio e redes sociais, quem leu apenas o título ficou convicto de que o Governo é alheio ao combate que mina o seu prestígio e corrói a democracia. Ora, é substancialmente diferente o que se lê nas duas páginas concluídas com o artigo referente a Portugal, de Leonete Botelho, intitulado “O terceiro País do mundo onde menos se acredita no Governo», subliminarmente relacionado com a corrupção.  “Das 15 medidas que o Greco [Grupo de Estados Contra a Corrupção] recomendou há vários anos para prevenir a corrupção de deputados, juízes e procuradores, Portugal terminou 2018 como estava em 2017”. (...) “Nenhuma das seis recomendações sobre juízes foi aplicada e das quatro sobre procuradores apenas uma o foi parcialmente”. O Greco recomenda alteração dos conselhos ...

Chegou o verão

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Nem todas as beatas são igualmente perigosas, umas produzem incêndios e outras orações pias.

A frase

– «Se o Ministério Público não tiver autonomia face aos outros poderes do Estado, como vem, aliás, na Constituição, não consegue levar a julgamento quem devia levar». (Joana Marques Vidal – ex-PGR) – Assim, quem decide?

Carlos César: eleições à porta e inefáveis 'tiques politiqueiros'…

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Carlos César , presidente o grupo parlamentar do PS, nas últimas jornadas parlamentares, resolveu desembestar uma série de impropérios sobre aquilo que foi a ‘geringonça’ ou sobre o seu utilitarismo sob a perspetiva partidária para alimentar o desejo escondido de uma maioria absoluta. A dita ‘geringonça’ funcionou como um modelo de coligação serviu para agitar águas lá fora, cavalgando aquilo que foi considerado um modelo inovador e, cá dentro, o que é mais importante impediu a direita de governar – o que não é pouco. Não gosto de repetir uma conceção muito explorada pela direita de que foi o PSD o vencedor das eleições de Outubro de 2015. Na verdade, esta asserção é abusiva porque existe uma diferença substancial entre um partido dito vencedor e aquilo que se verificou, isto é, o mais votado. Ficaria bem ao deputado Carlos César quando constata que ‘ o Bloco não manda no parlamento nem no país’ link que tivesse a noção que essa constatação, dita de maneira acintosa, é ex...