Eleições em Espanha – Consummatum est
De eleição em eleição até à derrota final da democracia, com a indiferença dos eleitores moderados e o aproveitamento dos franquistas, o Estado esboroa-se. A Espanha não teve um processo revolucionário, nem a madrugada sem sangue seria ali possível. Não foram os militares que ofereceram a democracia aos espanhóis, foram as negociações difíceis entre Adolfo Suarez, com visão de futuro e sentido do possível, e franquistas liderados por Fraga Iribarne, a aceitarem uma constituição pluripartidária. As sondagens davam larga preferência à República, e os falangistas não consentiam que as últimas vontades do ditador fossem contrariadas. Comunistas, socialistas, centristas e o PP aceitaram, como chefe de Estado, o Bourbon saído das madraças franquistas. As Forças Armadas, os Tribunais e a Igreja católica, solidamente franquistas, ficaram incólumes. Aznar, ligado ao Opus Dei e aos sectores mais reacionários, conseguiu, por eleições, ser primeiro-ministro, o que Fraga não conseguia. Reforç...