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Os convites pios dos Magníficos Reitores da Universidade de Coimbra (Texto não aconselhado a crentes, sobre a missa de hoje na U.C., na capela de S. Miguel)

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Quando, há seis anos, tomei conhecimento do primeiro convite, julguei que o reitor era o pároco da Sé Velha e a Universidade uma madraça de eventual monarquia teocrática. Afinal, era o convite para a missa do dia 8 de dezembro, na Universidade de um Estado laico e republicano, oriundo da mais alta figura institucional de uma escola secular. O que não esperava era que se convertesse em tradição, no ano seguinte e nos vindouros. Quando a Constituição e a República são assim agredidas, sem respeito pela separação do Estado e da Igreja, vemos a cidadania desprezada por quem julgávamos ser a reserva intelectual da neutralidade religiosa e da ética republicana. Perante o silêncio cúmplice de quem devia zelar pela CRP, o Reitor da Universidade de Coimbra converteu-se no muezim romano. Depois do antecessor ter iniciado a pia tarefa, o atual reitor começou as funções ungido com a missa integrada na cerimónia de posse, e nunca mais abdicou de ser o almuadem católico, a convidar docentes ...

Requiem do CDS / PP

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Paulo Portas era o líder, ‘vírgula’, dono do PP, cujas iniciais se confundiam com a associação pouco recomendável que transformou em agência de empregos e negócios. Agora, Rui Rio, pôs fim ao negócio da coligação e o CDS arrisca-se a desaparecer.

Il Duce lusitano – líder do partido fascista

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O líder do partido fascista deve a existência à incubadora cavaquista onde o abominado Passos Coelho, já afastado de S. Bento, e com o führer de Belém despejado da mansão e fora do prazo de validade, o foi buscar para edil de Loures. Veio da “Sua Luta”, a perorar sobre o futebol com gestos simiescos de ator de segunda, para a ribalta autárquica de Loures onde foi indesejável para os partidos democráticos, até para o CDS. Ator medíocre, sem saber agitar hordas ressentidas, como o homólogo alemão do século passado, nem como o ideólogo italiano promover-se a ‘Primeiro Marechal do Império’, limita-se a regressar aos grotescos slogans salazaristas, herança da ditadura que agarrou no desvario revivalista. O biltre está racialmente motivado contra ciganos, imigrantes e comunistas, e, à falta do Império, infelizmente perdido , não lhe admite o pan-lusitanismo ir além de Barrancos. Quanto à Concordata, o seu acordo de Latrão, já foi assinada por Durão Barroso e não a conseguiria pior, p...

Meu caro José Faustino

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Só hoje li a mensagem que a tua filha me enviou para anunciar o falecimento na última quinta-feira. Na pungência da inesperada notícia, recordei o amigo que há anos se deslocou à Lousã, com a Esposa, para – dizias – me conhecer, como se pudesse comparar-me contigo, na generosidade, tolerância e simpatia, com o republicano que alguns anos depois, veio a um almoço do 5 de Outubro, a Coimbra, com o democrata de sempre. Não terei mais os comentários do honrado republicano e do mais tolerante católico que conheci. Foste um homem generoso e bom que deixas uma saudade indelével no amigo que ficou em dívida. Pensava visitar-te em Lisboa, depois desta pandemia que ameaça permanecer depois de nós. Partiste antes, e ficarei sempre inadimplente. Fico desolado nesta amarga saudade do republicano impoluto, um democrata de fortes convicções, o católico tolerante que aceitava o meu ateísmo com a benevolência cristã que eu não encontrei na catequese terrorista em que, na infância, as minhas cateq...

O PSD e o CDS e o dia de hoje – 04-12-2021 (Perplexidade)

Em 4 de dezembro de 1980 faleceram, em Camarate, na queda da aeronave em que seguiam, o PM Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, e mais cinco acompanhantes. Quem domina a comunicação social esqueceu a data em que o PSD e o CDS perderam dois notáveis dirigentes, talvez por vergonha de os comparar com os vivos, e só falou no infeliz acidente do carro do ministro Cabrita.

Aula de Pintura

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Exposição de pintura Quando o banqueiro João Rendeiro explicava ao Professor Cavaco Silva a diferença entre um original e uma cópia.

As eleições legislativas de 30 de janeiro

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Senti-me desolado com o chumbo do OE-2022 e, sobretudo, perplexo com o voto do PCP na generalidade, sem azo a negociações em sede de especialidade, depois de ter sido o principal impulsionador do XXI Governo Constitucional, e de se lhe dever a estabilidade dos dois anos da atual legislatura, sofrendo danos eleitorais. Não sei o que se passa dentro de nenhum partido, apesar de ser observador interessado e interveniente. Fiquei revoltado por saber que o chumbo não produziria um OE mais à esquerda, e que faria oscilar o eleitorado em sentido contrário. Não censuro os partidos por rejeitarem um OE de que discordavam, mas lamento que o chumbo afastasse o eleitorado para a direita, o que se verá no próximo dia 30 de janeiro, sobretudo após a vitória de Rui Rio, no PSD, com uma imagem mais moderada do que a do truculento Paulo Rangel e a dos seus apoiantes, disfarçados ou declarados. Tendo sido as decisões partidárias o que foram, só por ingenuidade ou cinismo se pode pensar que a próxi...

Portugal e a sua História -2. E a SIC

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Diz-me o leitor Octávio Lima, num comentário às 16H29, na minha página de Facebook, que «A SIC abriu o noticiário das 13h de hoje dizendo que era o dia da restauração da República. Ia-me engasgando, poisei o copo e a minha esposa confirmou o que tínhamos ouvido. Nem sei como a maquilhagem da apresentadora não estalou. Os truques do costume já terão feito eclipsar a monumental gafe, sem os devidos pedidos de desculpa.» Acontece que é uma reincidência (estará em arquivo?) pois, há dois anos com o título «Portugal e a sua História», escrevi: (…) A SIC também confundiu a restauração da soberania, em 1640, com a implantação da República, em 1910, com a leviandade equivalente ao desprezo dos ignaros, PR e PM, que em 2013 suprimiram os feriados. Pensei que não havia jornalistas com igual nível de iliteracia. Quem nos acode? Aqui fica a imagem de há 2 anos:

Notas Soltas – novembro/2021

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COP26 – São necessárias medidas drásticas para mitigar as alterações climáticas, mas o mito do crescimento perpétuo e a necessidade de manter modelos de bem-estar pode conduzir a um rotundo fracasso e à inabitabilidade do Planeta para gerações futuras. Eleições legislativas – O PR ignorou a urgência que alegou, ao adiar a data de 16 para 30 de janeiro, numa decisão hostil a Rui Rio e a favor de Paulo Rangel. Não resistiu a escolher o líder do PSD e a ser o ideólogo da sua ala mais conservadora. Perdeu. ONU – A capacidade de persuasão do seu secretário-geral, António Guterres, superou largamente o poder da mais importante instituição mundial na dramática questão do aquecimento global, deixando sem argumentos os que desprezam o futuro do Planeta. PR – O infeliz anúncio prévio de eleições, no caso de chumbo do OE-2022, alienou as alternativas, a isenção e capacidade de intervenção. Se o quadro parlamentar se repetir, será responsável por eleições inúteis, e terá explicações a dar...

A VALSA DOS MALABARISTAS

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Parecem ácaros a sair das alcatifas para fingirem que gostam da luz do sol. Até a última frase arranha a gramática! «Estou certo (de) que nenhum (ou ninguém?) tem dúvidas (de) que Rui Rio é muito melhor que António Costa». José Manuel Fernandes era o cúmplice de Cavaco no caso das escutas, tão falsas como o ex-militante da UDP/PC(R). Podia, pelo menos, acertar na gramática.  Afinal o jornalista está para o idioma como para a ética e a coerência.  Não merece o que lhe pagam. Parecem ácaros a sair das alcatifas para fingirem que gostam da luz do sol. Até a última frase arranha a gramática! «Estou certo (de) que nenhum tem dúvidas (de) que [o] Rui Rio é muito melhor que [o] António Costa. José Manuel Fernandes era o cúmplice de Cavaco no caso das escutas, tão falsas como o ex-militante do UDP/PC(R). Podia, pelo menos, acertar na gramática. Afinal o jornalista está para o idioma como para a ética e a coerência. Não merece o que lhe pagam. Apostila - Também ninguém lhe ensinou, n...

PSD – a disputa de Rangel a Rui Rio

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A vitória de Rui Rio sobre Rangel é uma colossal derrota do aparelho do PSD perante os militantes do partido. Bastou uma sondagem, que mais parecia um palpite, da TVI, já com chancela da CNN, para intimidar os sindicatos de voto de Rangel e deixar livres os eleitores. A moderação de Rio foi a única vantagem que exibiu sobre o seu acarinhado adversário. Com a derrota, Rangel volta para Bruxelas a acabar o mandato, a difamar o Governo e a defender as posições mais à direita, mas arrastou consigo a plêiade de figuras públicas e figurões que não toleram a Rui Rio a sua autonomia. Até a lei da eutanásia voltará a ser aprovada, depois de o PR ter pretextado outra reavaliação pela próxima legislatura. Amanhã nenhum jornal dirá que o PR foi o grande perdedor e que será obrigado a tecer a Rui Rio as loas de que precisa para proteger o partido ao serviço do qual interfere nos outros órgãos de soberania. Para o PS foi um resultado prejudicial, sobretudo agora, quando na próxima legislatura ...

TVI – As sondagens, a luta pelas audiências e a luta pelo poder

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O colosso informativo CNN é agora o logotipo de empréstimo à TVI, um canal dado à Igreja católica por Cavaco Silva na mais leviana das decisões que o poder discricionário permitiu ao jovem salazarista que a democracia reciclara. A TVI era a pior candidatura, aquela cuja estrutura acionista, projeto e capitais próprios menos recomendava, e a que mais prometia em indulgências a quem a ajudasse, embora dos dividendos não haja notícia e das próprias bênçãos se desconfie. Acabou falida, com os suplementos de alma, «as boas ações», promovidas nas missas, a evaporarem-se por entre prejuízos que os paramentos não puderam tapar. Mário Castrim, escritor, católico e notável crítico de televisão fez sobre a TVI o mais implacável e certeiro diagnóstico, «nasceu na sacristia e acabou na sarjeta». A CNN é excessivamente grande para a deixar sucumbir e a TVI pequena demais para arruinar o prestígio da patrocinadora, mas já deu sinais de que o grande capital não veio para conquistar apenas quotas...

Portugal, um país onde a ditadura fascista se opunha à dignidade

Há causas que valem a pena, que exigem empenhamento cívico, coragem de as assumir e determinação de lutar por elas. Há desculpas que envergonham a Humanidade, e uma das mais repugnantes é a tradição, uma explicação por defeito de todas as iniquidades. Pode pensar-se que Portugal, vítima da Inquisição, do clericalismo e da Contrarreforma, sem ter beneficiado da Reforma, foi exceção na Europa onde a civilização chegou mais cedo, especialmente aos países da Reforma, mas as iniquidades foram uma constante em numerosos países até demasiado tarde, até aos nossos dias. Quando nos damos conta de que alguns importantes saltos civilizacionais tiveram lugar há tão pouco tempo, sentimo-nos percorridos por indizível vergonha e incrédulos pelas injustiças que persistiram durante a História de oito séculos de que nos vangloriamos. Pasmo com as informações que guardei do Diário de Notícias de 17-11-2014, pág. 19, factos que conheci, e a memória, talvez por vergonha, reportava a épocas mais recua...

PSD – Rui Rio, Paulo Rangel e a tralha cavaquista

Não há divergências ideológicas enormes entre os dois candidatos à liderança do PSD, embora seja fácil identificar o que se situa na direita mais radical e truculenta. Relvas, Marco António e Luís Filipe Meneses não se detêm em minúcias éticas, têm os negócios e a febre do mando, o aparelho partidário, a conivência de velhos salazaristas, e o cadastro a servir de currículo. Fizeram de Passos Coelho PM e da Tecnoforma uma empresa lucrativa, para o administrador e o benfeitor. Querem repetir o êxito. O que distingue Rui Rio de Paulo Rangel é a seriedade e a coragem do primeiro contra a docilidade do segundo, dentro do partido, e a violência para adversários, fora. No fundo, é uma questão de carácter, que nem o PR, ansioso por mandar no PSD, tolera a Rui Rio. Paulo Rangel nunca seria capaz de enfrentar um líder desportivo de primeira grandeza, manter-se longe de intrigas internas, de favores dos fortes e do aconchego dos barões do partido. Se Rui Rio tivesse qualquer mancha no currí...

Preocupações do protestantismo evangélico

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Quanto mais imbecil e cruel for uma crença, mais sedutora se torna e mais crentes atrai. O pastor não é um idiota isolado, é uma metáfora da estupidez pia. Se mandar rezar para que chova ou faça sol, não lhe faltarão devotos a cair de joelhos e a orar.

NÃO SE DEIXE ENGANAR

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Apesar das semelhanças, aprenda a distinguir as diferenças.

Espanha – 46.º aniversário da morte de Franco

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  Em 20 de novembro de 1975 faleceu bem confessado e magnificamente ungido o maior genocida da história dos países ibéricos. Centenas de milhares de mortos, execuções nas arenas, a monarquia e o país que delapidou, para benefício pessoal e dos amigos, foram a herança de 39 anos de poder discricionário, despótico e amoral. A guerra civil espanhola (1936/39) foi feroz de ambos os lados da barricada, mas foi um golpe de Estado que derrubou o governo eleito, e foi Franco, cuja sedição Pio XI considerou ‘Cruzada’, que iniciou a ditadura que Hitler, Mussolini e Salazar apoiaram. Em Madrid, o delinquente Francisco Franco, que servira às ordens do general mutilado, Millán Astray, autor do grito ‘Viva la muerte!’, continuou a matar os ex-rivais através das milícias, que lhes faziam esperas, depois da guerra. O seu diretor espiritual, Escrivà de Balager, que fundaria o Opus Dei, estagiou nessa função para a santidade. Franco, cuja consciência nunca o atormentou deixou como herança uma ...

A democracia e a laicidade

Independentemente do apuramento das razões que estiveram na origem do atentado que, no dia 15, se frustrou em Liverpool, Reino Unido, e se limitou a trucidar o terrorista que seguia no táxi, enquanto o condutor lhe fechou as portas e fugiu do veículo, há fundadas suspeitas de que o alvo do facínora fosse a catedral. Penso que a luta contra o racismo não se faz com a omissão da etnia, origem ou religião do criminoso, sobretudo se a última está na origem da crueldade de quem julga ter uma eternidade de delícias à custa da própria imolação e do sofrimento dos infiéis. Ignorar o regresso das guerras religiosas será politicamente correto, mas é suicida. Não importa se este foi mais um caso de fanatismo religioso pois não faltam casos recentes e preocupações quotidianas com imposição de preconceitos e exigências pias que minam a civilização e a democracia. Há pessoas para quem falar de laicismo é heresia, como se pudesse combater-se a deriva criminosa de determinada crença sem que o Es...

Uma das afirmações é mais credível

LIDO (Visão, 16 novembro 2017 – Pág. 61) “Uma pessoa que eu estimo, que é o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tinha uma coluna no ‘Sol’. E o Professor um dia telefona-me e diz assim: “Olha, o ‘Sol’ está a ir para o fundo, não se aguenta”. Disse-lhe para dizer ao Saraiva que viesse falar comigo”. (Ricardo Salgado, julho de 2014) *** «O ‘Sol’ estava com grandes dificuldades financeiras devido a problemas com acionistas, ali no quadro da guerra com José Sócrates. Era colaborador do jornal e tentei ajudar, falando com várias pessoas ligadas a instituições financeiras» (Marcelo Rebelo de Sousa à Visão)

As sondagens e a guerrilha eleitoral

As sondagens têm valor e constituem uma indicação preciosa para tomada de decisões. Não há só estudos de opinião sobre intenções de voto, mas são as sondagens eleitorais as que mais perturbam, exaltam os ânimos e maior perplexidade causam nos eleitores. A perversão que pode existir é nas perguntas, não nas respostas ou nas tendências que apontam. Há muitas sondagens encomendadas para servirem de base a manipulações e é a essa perfídia que a opinião pública deve estar atenta. Nas primeiras sondagens depois da dissolução da AR, nota-se uma excessiva vontade de preparar a propaganda da direita e a urgência de esmagar Rui Rio e obrigar os militantes do PSD a substituí-lo por Paulo Rangel, por mais difícil que seja mostrar vantagens do último, e não apenas a sua maior permeabilidade aos interesses de grupos internos. Nesta legislatura, ao chumbarem o OE-2022, logo na generalidade, penso que o PCP e o BE prejudicaram toda a esquerda, especialmente, a si próprios. Não convenceram que o ...