Mensagens populares deste blogue
A FRASE
Por
Carlos Esperança
-
A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
-
Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Estamos aqui a lidar com doenças mutifactoriais ou poligénicas. Diferente seria a minha reacção perante doenças monogénicas.
Informo que a lei portuguesa sobre PMA de 2006 não fecha a porta a esta possibilidade.
- por Andrea Cunha Freitas e Catarina Gomes, Público, edição de hoje, 10 Janeiro 2009.
Este é um tema - manipulação genética ou engenharia genética - com que os portugueses, há pouco tempo, foram confrontados, não na área da Saúde, mas terreno agrícola. Lidamos (os portugueses) mal com este problema, nomeadamente, esquivando-nos a discutí-lo profundamente. Ficamos pelo folclore.
Refiro-me ao caso da destruição do campo de milho transgénico (OGM).
Agora a notícia é na área da saúde e, como sempre, onde está o Homem, levantam-se problemas éticos e de avaliação dos riscos.
Os problemas éticos nada têm a ver com a obsoleta posição da Igreja que começa no uso da pílula e acaba na Procriação Medicamente Assistida (PMA), mas a possibilidade de manipulação do genoma de seres vivos com fins eugênicos, ou seja, a de depuração da espécie...
Com esses fins, temos tido muitos exemplos a começar pelo holocaustro, passando pela "limpezas étnicas" da ex-Jugoslávia, Ruanda, etc.
Julgo que o Mundo - a Europa pelo menos - está suficientemente alertado para não permitir a sua repetição seja qual for a metodologia tentada.
Mais uma vez na liça o recorrente tema da regulação e da fiscalização a ser feita pelos Estados e organismos científicos idóneos e credenciados.
Os produtos oriundos de tecnologias de modificação genética já existem, há algum tempo, no armamentário terapêutico actualmente disponível.
São as chamadas terapêuticas "inovadoras", ou se quisermos, terapias "biológicas". Podemos referenciar, nomeadamente:
A insulina.
Os interferons.
As interleucinas.
Algumas proteínas do sangue: albumina e fator VIII.
Alguns tipos de activadores das defesas orgânicas para o tratamento de tumores, como o "Tumor Necrosis Factor" (TNF alfa), etc.
O Dr. Paul Serhal (e a sua equipa) do Hospital University College of London, ao "eliminar" o erro genético do BRCA1, na prática (80%) impossibilitou a criança vir a contrair na idade adulta um carcinoma da mama (que persegue a sua família há 3 gerações).
Outro campo de aplicações desta tecnologia são, p. exº., as vacinas. Penso que está em marcha um novo ramo da ciência - a engenharia médica - que pode modificar todo o exercício da Medicina. Isto é, dar espaço às actividades preventivas ou retardadoras das degenerescências e das senescências.
Este caso fez-me lembrar a célebre frase de Neil Armstrong, em 1969, quando pisava, pela primeira vez, a superficie lunar:
"É um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade".